Vôlei Maringá busca reabilitação em casa; Curitiba comemora boa temporada de estreia
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terça-feira, 26 de março de 2019
Vitor Ogawa - Grupo Folha 
O Copel Telecom/Vôlei Maringá perdeu para o Sada/Cruzeiro a primeira partida das quartas de final da Superliga masculina de vôlei 2018/19 e deve buscar a reabilitação em casa, na próxima quinta-feira (28), para forçar a terceira partida em busca da vaga na semifinal. Na noite de domingo (24), o time mineiro, jogando em casa, venceu de virada por 3 sets a 2 (21/25, 25/18, 25/23, 25/27 e 17/15) na primeira partida da série melhor de três jogos.
O técnico do Maringá, Alessandro Fadul, ressaltou que, embora a equipe paranaense tenha sofrido a derrota, fez um grande jogo. “A nossa equipe se postou bem. Foi um grande jogo e só faltou a vitória para se tornar melhor. O grupo está de parabéns”, analisou Fadul.
O treinador descartou que a euforia por ter vencido o primeiro set tenha atrapalhado o time maringaense. “De forma alguma achamos que isso tornaria o jogo simples. Esperávamos um jogo difícil e longo desde o início. Sabíamos que o Cruzeiro nos pressionaria do início ao fim da partida”, apontou.
A equipe do Vôlei Maringá passou grande parte da partida à frente do Cruzeiro, mas nos lances decisivos acabou perdendo a vantagem. “Fizemos um jogo equilibrado taticamente. Conseguimos suportar a equipe adversária e cometemos falhas individuais. Não podemos tirar o mérito da equipe do Cruzeiro, que foi superior individualmente, embora não tenha nos superado taticamente. Fizeram valer a qualidade técnica de alguns jogadores e com isso conseguiram criar uma diferença e virar a partida”, declarou Fadul.
Para a próxima partida, o técnico pretende melhorar o nível de concentração para não deixar erros em fim de set atrapalharem o grupo. “A gente vai se preparar, mas antes precisamos descansar. Vamos manter o mesmo nível de treinamento para ter o mesmo nível de jogo. Não é porque o time perdeu que está tudo errado. Vamos conservar o que deu certo para pressionar o Cruzeiro e entrar da mesma forma que o time entrou em quadra no domingo”, projetou.
Ele ressaltou que o favoritismo é do atual pentacampeão, que realizou um investimento muito maior. “Mostramos que temos condições de enfrentar qualquer equipe de igual para igual. Conseguimos equilibrar o jogo e minar o jogo do Cruzeiro, mas tínhamos em mente que poderíamos fazer mais”, afirmou.
Para o jogo de quinta-feira, o treinador espera contar com a presença da torcida para desequilibrar a favor dos paranaenses. “A gente espera uma grande presença dos torcedores. Que o torcedor maringaense continue batendo recordes de público na Superliga”, convocou o treinador.
Feminino

Depois da desclassificação nas quartas de final para o Itambé/Minas, o Curitiba Vôlei projeta voos maiores para a próxima temporada da Superliga feminina de vôlei. A idealizadora do Curitiba Vôlei é a ex-tenista brasileira com duas medalhas em Jogos Pan-Americanos Gisele Miró.
“Eu sofri bastante nessas duas últimas partidas. Acho que o time foi superbem, porque o Minas é um timaço. É o segundo melhor time do mundo e mesmo assim a gente jogou de igual para igual. O próprio pessoal do Minas falou que foi surpreendente a campanha do Curitiba Vôlei. Só que realmente o Minas tem um dos maiores investimentos da Superliga e isso pesa bastante, ainda mais contra um time que está começando”, ponderou Miró.
Ela considerou que o desempenho da equipe paranaense foi além das expectativas. “Claro que a gente quer mais. Agora que a gente tem uma experiência maior, para a próxima temporada vai buscar melhorar sob todos os aspectos. A estrutura que tivemos foi fundamental para realizar um projeto legal, ainda que tenha sido um dos menores investimentos por ser um projeto novo e desconhecido. As perspectivas para a próxima temporada são muito boas, porque muitas atletas estão querendo vir e também há a possibilidade de vir patrocínio com mais força e mais gente. Estamos nessa expectativa, mas ainda é cedo para falar qualquer coisa”, declarou.
Miró ressaltou a união do elenco. “A gente conseguiu um grupo muito legal de atletas, que 'fecharam' para o projeto dar certo. O comprometimento, a união e a força delas foram fundamentais para que o projeto desse certo”, enalteceu.


