O vôlei feminino de Londrina vai disputar a fase final da Copa Brasil, que começa amanhã e vai até domingo em São Caetano do Sul (SP). A presença da equipe estava ameaçada devido a falta de recursos para a viagem da delegação. Os dirigentes conseguiram um complemento financeiro com a Garcia-Tur e a Niedziesko Empreendimentos, através da Lei de Incentivo ao Esporte Amador, e a viagem para São Caetano está confirmada para hoje à tarde.
O treinador Percy Oncken deve realizar um treinamento amanhã cedo no local da partida da noite contra São Caetano. Será na abertura da fase final da competição, que vale duas vagas para a Superliga Nacional, que começa no dia 9 de dezembro. A rodada começa às 17 horas no ginásio Lauro Gomes, com o jogo entre Volley Club, do Rio Grande do Norte e Clube Bochófilo, de Guarulhos.
Gripada, a levantadora Luísa é dúvida para começar o jogo. Ela poderá ser substituída por Dani ou Vera. O restante da equipe deve ter Juliana, Vanessa, Bárbara, Danúbia e Rossana. A líbero é Renatinha.
O supervisor do Londrina/Consórcio União, Sandro Henrique, disse ontem que terá de se reunir com os dirigentes da Paraná Esportes, órgão da Secretaria Estadual de Esporte, para discutir a participação da equipe nos Jogos Abertos Brasileiros, de 28 de novembro a 3 de dezembro, em Atibaia (SP). Segundo ele, as equipes de Londrina estão em Ligas Nacionais, como o vôlei feminino e o basquete e o handebol masculinos, devem ter um atenção especial do Governo do Estado para custear hospedagem e alimentação.
Bernardinho – Começou a ‘‘queda de braço’’ entre as seleções feminina e masculina de vôlei. Motivo: o técnico Bernardo Rezende. Depois do decepcionante sexto lugar na Olimpíada de Sydney, Radamés Lattari disse, ainda na Austrália, que não continuaria no comando da seleção masculina. Assim, os jogadores começaram uma fervorosa campanha para que Bernardinho, medalha de bronze nos Jogos com a equipe feminina, assuma o posto. Mas os homens não terão moleza. As atletas da seleção não estão dispostas a perder o treinador, responsável pelos excelentes resultados dos últimos sete anos, e entraram na briga por Bernardinho.
‘‘Ele não sai e eu não vou deixá-lo sair’’, avisa a atacante Érika. ‘‘O Bernardinho não falou sobre isso com a gente, mas se for preciso eu choro porque, apesar dos berros dele, a gente o adora.’’
‘‘Não sei o que pode acontecer com o grupo se o Bernardinho for embora’’, declara a atacante Elisângela. ‘‘Ele é mais que o nosso técnico, é a base, o pilar de sustentação deste grupo e, acima de tudo, amigo de todas as atletas.’’
‘‘Fico até assustada com esta idéia’’, emenda a ponteira Raquel. ‘‘Não acho justo que este trabalho seja interrompido e não consigo pensar em alguém tão bom quanto ele para substituí-lo.’’
Elisângela brinca que ao lado das companheiras pretente até fazer chantagem emocional para que Bernardinho continue. ‘‘Se a gente puder influenciar a opinião dele, vamos fazer de tudo. Todas nós somos crias dele e mesmo com pouco tempo de seleção conseguimos ficar com o bronze em Sydney, igualando a campanha da melhor seleção brasileira de todos os tempos, a de 1996’’, observa a atacante, referindo-se à equipe de Fernanda Venturini, Ana Paula, Ana Moser Márcia Fu e companhia.
O segredo, segundo ela, é confiança, muito trabalho e paciência. ‘‘O Bernardo gosta e tem paciência de investir em novas promessas; será que o próximo treinador terá este perfil também?’’
As atletas apóiam-se também no fato de que a seleção feminina ainda passará por mudanças até os Jogos de 2004, em Atenas. Leila, Virna e Fofão, as mais experientes do grupo, não devem concluir mais um ciclo olímpico. ‘‘O trabalho nunca acaba’’, observa a líbero Ricarda.