São Paulo - Mais do que motivo para críticas, o sétimo lugar no Mundial da Alemanha obtido pela seleção brasileira feminina de vôlei marca o início de um trabalho vitorioso. Essa é a posição do técnico Marco Aurélio Motta, que teve três meses para treinar o time, enfrentou a saída de jogadoras mais experientes do grupo e foi prejudicado nos cruzamentos do campeonato, por causa das armações da China.
No desembarque da delegação, ontem, no aeroporto internacional de Guarulhos, em São Paulo, o treinador teve de enfrentar a manifestação de torcedores que levaram faixas pedindo sua saída e a volta das jogadoras que não disputaram o Mundial, como Elisângela, Virna, Érika, Fofão, Waleska e Raquel.
''A renovação do elenco não pode ser criticada, porque foram as próprias atletas que pediram para sair. No futuro, elas podem até voltar, pois não tivemos qualquer conflito e nosso objetivo é formar o melhor grupo possível'', afirmou Marco Aurélio Motta.
O treinador ressaltou a superação das jogadoras brasileiras, que apesar da falta de experiência, estiveram perto do pódio do Mundial. ''Jogamos de igual para igual contra seleções que estavam formadas há muito tempo. É lamentável que a China tenha manipulado seus resultados, pois se tivéssemos enfrentado a Bulgária nas quartas-de-final, poderíamos brigar diretamente por uma medalha.''
Marco Aurélio Motta acredita que o trabalho pode render frutos a médio e longo prazo. ''O maior exemplo é a Itália, que foi campeã. A base italiana é a mesma desde 1998'', lembrou o treinador. Há dois anos, na Olimpíada de Sydney, a seleção italiana ficou na nona colocação.

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