Londres - Depois de uma classificação sofrida para as quartas de final do torneio feminino de vôlei, a atual campeã olímpica tem um novo desafio nesta terça-feira: neutralizar o ataque veloz e o bloqueio da Rússia, adversária do jogo que começa às 11 horas de Brasília, no Earls Court. O técnico José Roberto Guimarães acredita que a equipe retomou o caminhada da disputa por medalha depois de duas boas partidas - vitória contra a China (3 a 2) e Sérvia (3 a 0).
Ele passou a segunda-feira debruçado em textos e vídeos sobre a Rússia. Estudou a adversária ao lado dos demais colegas da comissão técnica e das jogadoras. ''Vai ser um jogo de paciência. A Rússia erra pouco. Por isso, temos de produzir bastante, e com calma'', declarou. ''Elas têm um jogo mais balanceado. Temos de sacar muito bem, esse é o segredo'', comentou Thaisa.
A confiança da equipe aumentou depois da atuação contra a Sérvia. As jogadoras, até por orientação do técnico, evitam remoer as falhas dos primeiros confrontos. ''Não é que a gente tenha de varrer os erros para debaixo do tapete. Discute-se para corrigi-los, o trabalho é nesse sentido. Mas não podemos ficar pensando que a nossa média de desacertos está acima do normal'', comentou Jaqueline.
A derrota para a Coreia do Sul acendeu a luz amarela. Houve muitas reuniões, conversas entre as jogadoras e um pacto para que o Brasil voltasse a se impor. Conseguiu evolução no jogo seguinte, em que superou a China e a ascensão continuou, nos 3 a 0 sobre a Sérvia. Nesta terça, porém, ninguém do time ousa arriscar um palpite. ''Brasil x Rússia é um clássico. A equipe que tiver mais controle, vence o jogo'', disse Sheilla.

Imagem ilustrativa da imagem Vôlei feminino faz duelo crucial com Rússia
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