Agência Folha
De São Paulo
Desfalcada de Nalbert, com Carlão reincorporado e com Marcelo Negrão na reserva, a seleção brasileira de vôlei estréia hoje no Sul-Americano. A partida contra a Venezuela será às 22h (de Brasília), no ginásio poliesportivo de Córdoba, Argentina (a ESPN International transmite o jogo ao vivo). Os outros dois participantes, Argentina e Uruguai, jogam às 19 horas.
Evento de relevância pífia no cenário internacional, o Sul-Americano tomará ‘‘corpo’’ nesta edição por ser classificatório para a Copa do Mundo – as quatro seleções que estão em Córdoba devem disputar duas vagas. Programada para novembro, no Japão, a Copa do Mundo, garante aos três primeiros colocados presença em Sydney-2000.
A Copa é a competição mais importante de 1999. Participam 12 equipes: cinco campeões continentais, o Japão, dois convidados e os quatro melhores segundos colocados nos continentes.
Como a África não apresenta tradição na modalidade, é quase impossível que coloque mais que um representante. Assim, o Sul-Americano e os demais torneios (o Europeu, o da América do Norte e Central, e o da Oceania e Ásia), devem garantir dois postos.
De 22 Sul-Americanos realizados, o Brasil arrebatou 21. Em 1964, quando a Argentina ficou com o título, os brasileiros não estavam presentes. Desta vez, às vésperas da viagem, a seleção sofreu a baixa de Nalbert, 25 anos. Destaque ao lado de Giba, na Liga Mundial, o atacante pediu dispensa porque seu pai sofreu um derrame cerebral. Carlão, 34 anos, convocado em agosto, depois de afastamento de 11 meses do indoor – estava no vôlei de praia –, e que já recebera de Nalbert o posto de capitão, assumiu também seu lugar na equipe.
O último confronto com a Venezuela ocorreu no Pan, em julho: a seleção venceu por 3 sets a 1.

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