Vôlei e basquete femininos estréiam
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quinta-feira, 14 de setembro de 2000
Agência Estado De Sydney, Austrália 
A seleção brasileira feminina de vôlei estréia na Olimpíada de Sydney com um treino e um palco de luxo. A equipe, atual medalha de bronze, enfrenta o time de Quênia, sem nenhuma tradição no esporte, a partir das 22h30, (horário de Brasília), hoje, no Entertainment Centre, no complexo de Darling Harbour. O adversário é considerado o ideal para o início de uma competição, em que a tensão e o nervosismo são constantes.
Vamos ter tranquilidade na estréia e isso é importante para a quebra do gelo, admite o técnico Bernardinho. Ocorreu o mesmo em Atlanta, em 1996, quando enfrentamos o Peru na primeira partida, não jogamos bem, mas vencemos por 3 a 0. Bernardinho só não gosta do fato de ter dois adversários considerados fracos na sequência, já que o time enfrentará a Austrália na segunda rodada. Ele preferia pegar uma equipe mais forte para a seleção entrar logo no ritmo da competição. Além de Quênia e Austrália, o grupo do Brasil tem ainda China, Croácia e Estados Unidos. Cuba e Rússia, campeã e vice-campeã do Grand Prix, estão na outra chave, junto com Coréia do Sul, Itália, Alemanha e Peru.
Bernardinho tem duas dúvidas para a estréia uma técnica e outra médica. As titulares definidas são Fofão, Virna, Janina e Érika. Nas outras duas vagas, a disputa está entre a velocidade de Leila e a força física de Elisângela na ponta e entre Walewska, com dores nas costas, e Karin, no meio-de-rede.
Basquete O assistente-técnico Paulo Bassul foi a Adelaide para espionar mais uma vez o jogo das rivais do Brasil na estréia olímpica da seleção feminina de basquete, a Eslováquia, às 21h30 de hoje (horário de Brasília). As rivais jogam à moda européia, uma escola de defesa forte e bem posicionada, que valoriza a posse de bola trabalha bem o ataque e gasta, no mínimo, 20 segundos dos 34 disponíveis para o arremesso da bola à cesta.
Mas o espião também tem a arma contra o inimigo. O Brasil terá de impor o seu ritmo, com um contra ataque rápido, afirma Paulinho. Para isso, dependerá totalmente de suas pivôs, Alessandra e Cíntia Tuiu, para garantir um rebote eficiente e a ligação para o contra-ataque. O técnico Antônio Carlos Barbosa acrescenta outros ingredientes à arma.
A Eslováquia é um time mudado em relação ao mundial de 1998, baseado em um tripé, formado pelas jogadoras Zuzana Zirkova, Martina Godalyova e Renata Hirakova. O Brasil vai Ter Helen como lateral e Claudinha na armação, mais a ala Janeth e as pivôs Alessandra e Cíntia.
A rodada de estréia ainda terá Polônia x Nova Zelândia, França x Senegal, Canadá x Austrália, Cuba x Rússia e Coréia do Sul x Estados Unidos.


