A carioca Ana Richa e a paraense Larissa, representantes do Brasil no vôlei de praia nos Pan-Americanos de Santo Domingo, treinam separadas. Ana mora na capital fluminense e a parceira vive em Fortaleza. Essa, porém, não é a única desconformidade. A dupla tem de administrar um verdadeiro conflito de gerações.
Em 1987, aos 20 anos, Ana Richa foi a levantadora da Seleção Brasileira de vôlei nos Jogos Pan-Americanos de Indianápolis (EUA). Na ocasião, sua atual parceira tinha somente cinco anos. Agora, 16 anos depois, Ana volta a um Pan-Americano. As brasileiras embarcaram na quarta-feira à noite para a capital dominicana.
''A nossa expectativa é a melhor possível. Nos juntamos por acaso e tivemos um bom início de temporada. Das sete primeiras etapas do Circuito Banco do Brasil chegamos a seis semifinais, e esse retrospecto foi coroado com a classificação para o Pan'', disse Ana, que ainda venceu as duas etapas do Challenger Banco do Brasil. ''A Larissa tem muita personalidade. Apesar de ser bem nova, ela não se intimida. E isso é bom para mim, porque existe uma troca.''

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