Vôlei de praia arrasa EUA e ganha ouro
Agência Estado
De Winnipeg, Canadá
Sol forte, calor de praia, torcida brasileira na arquibancada fazendo festa e medalha de ouro depois de uma vitória indiscutível. Para Adriana Behar, foi um dia perfeito, no qual ela e Shelda conquistaram a medalha de ouro do vôlei de praia feminino dos Jogos Pan-Americanos.
Elas derrotaram na final, ontem, as norte-americanas Jennifer Pavley e Marsha Miller por 12/5 e 12/0. O bronze na competição ficou com as mexicanas Mayra Huerta e Laura Almaral. Não me lembro de um dia melhor que esse, mas espero que outros melhores ainda estejam por vir, disse Adriana, pensando no próximo objetivo da dupla: uma medalha nos Jogos Olímpicos de Sydney.
As brasileiras, no entanto, mal puderam comemorar o resultado. Logo após a vitória as duas já se preocupavam com a viagem para o Japão que fariam no mesmo dia, em um jato fretado pelo Vasco, seu patrocinador.
No fim de semana as jogadoras disputarão mais uma etapa do Circuito Mundial. A competição deste ano e do ano que vem vai determinar as duplas que serão selecionadas para disputar a Olimpíada e a dupla, bicampeã mundial e brasileira, perdeu o primeiro lugar na classificação do torneio ao deixar de participar da etapa de Portugal para disputar o Pan-Americano. A gente perdeu a liderança, mas acho que uma conquista como essa compensa.
Adriana lamentou o pouco tempo para comemorar a medalha, que não cansava de beijar. A festa vai ser no avião; mas tudo bem, faz parte do nosso trabalho, disse. Para Shelda, a superioridade no placar não foi suficiente para diminuir sua tensão durante todo o jogo. Só fiquei tranquila mesmo depois que acabou, completou. A gente só pensava: temos de fazer mais um ponto, mais um ponto.
A vitória, para elas, recompensou todo o esforço e a medalha foi dedicada à família, aos amigos e ao grupo de 13 pessoas que trabalham com a dupla.
No início do jogo, as brasileiras cometeram alguns erros, resultado da tensão, mas logo que a diferença no placar superou os três pontos elas passaram a fazer valer seu estilo contra as norte-americanas, com boas defesas e variação das jogadas de ataque.
O apoio da torcida, formada em boa parte por atletas brasileiros do basquete e do judô, mostrou presença e tentava tirar a concentração das norte-americanas. Shelda retribuiu o incentivo, apontando para a torcida e principalmente para a técnica, Letícia Pessoa, dedicando alguns dos pontos.
No segundo set, as norte-americanas, nervosas, passaram a cometer mais erros, tanto no ataque, como no saque e na defesa. Do outro lado, Adriana Behar e Shelda mantiveram o ritmo forte até o final da partida.
Uma apresentação sem erros, decidida com a jogada que é marca registrada das duplas brasileiras, a famosa deixadinha.





