São Paulo, 27 (AE) - Um mercado parado, à espera de respostas da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) sobre quais serão os custos para manter um time competindo na próxima temporada, se haverá transmissão de tevê e como será o ranking de jogadores. A festa de encerramento da Superliga de Vôlei, hoje, em São Paulo, mostrou clubes e patrocinadores cautelosos, aguardando que "as regras do jogo" sejam definidas antes de montar suas equipes. Nem mesmo os campeões da Superliga - Ulbra/Pepsi, no masculino, e Uniban/São Bernardo, no feminino - sabem dizer qual será o futuro.
"O que existe no mercado é sondagem", afirma Paulo Guerra, consultor de Marketing do Report/Nipomed, de Suzano. "Ninguém se definiu ainda porque não sabe qual será o custo da próxima temporada." Guerra entende que o custo de uma equipe de ponta - hoje em torno de R$ 2, 8 milhões/ano - tem de cair pela metade. Prevê uma redução natural dos salários dos atletas, que representam 70% dos gastos, mas acentua que os times também dependem da organização da Superliga para diminuir os outros 30%
referentes a transporte, hospedagem, alimentação e taxas de federação, confederação e arbitragem.
O presidente da CBV, Ary Graça, não tem propostas para redução de custos e prefere usar a ironia. "Os clubes podem começar pelos profissionais de marketing", diz, para alfinetar Guerra.
As negociações com uma tevê comercial, além das emissoras a cabo, não estão fechadas. "O que existe é um contato pessoal do presidente da CBV com a Globo, há dois anos, que já deu como fruto a transmissão dos seis jogos da Liga Mundial que serão no Brasil", afirmou Leonardo Griner, da LG Ventura, agência de Marketing da CBV.
Espera - "Ninguém moveu uma peça no tabuleiro", afirmou o técnico José Roberto Guimarães, que quer comandar uma equipe. O treinador foi sondado pela Olympikus, Vasco e Mackenzie, os dois últimos com projetos para montar times. "São apenas sondagens." A atacante Virna, da Uniban, eleita a melhor jogadora e o melhor ataque da Superliga, aguarda a decisão da Uniban e do ranking. "Tenho propostas da Itália e do Japão, mas nenhuma do Brasil", afirma. "O momento é delicado, é preciso paciência." Virna tem a expectativa de que o ranking não deixe atletas desempregadas, como na última temporada, quando Hilma foi para o exterior.
O técnico William Carvalho acredita que a Uniban continuará a investir no esporte. Jorge Schmidt também confia na manutenção da equipe de Canoas pela Ulbra. "Eles esperam pelas regras do jogo", diz William.
Os melhores da Superliga: árbitro, álfio Sacchi Filho; saque, Ana Moser e Gílson; recepção, Ricarda e Paulinho; levantador, Fofão e Marcelinho; ataque, Virna e Kid; bloqueio, Janina e Douglas; defesa, Andréia Teixeira e Nalbert; estrangeiros, Cintha e Weber; melhores jogadores, Virna e Nalbert.

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