São Paulo, 16 - Este ano, o calendário da seleção brasileira masculina e feminina de vôlei fez com que vários clubes passassem quase todo o primeiro semestre sem poder contar com seus principais jogadores nos campeonatos estaduais. Se para os times é uma desvantagem, o fenômeno tem dado oportunidade para vários atletas lutarem por uma chance de mostrar serviço e destacar-se no cenário do vôlei nacional.
Em São Paulo, os playoffs começam esta semana. Técnicos como Sérgio Negrão, do BCN/Osasco, e William, do MRV/Ituano, que perderam três jogadoras cada um para a seleção brasileira, terão de contar com o entusiasmo de atletas que lutam por mais espaço.
"Se por um lado os times ficaram enfraquecidos com a ausência das convocadas, o campeonato ganhou em equilíbrio", ressalta William. Negrão lembra que foi em situações assim que jogadoras como Érika e Elisângela começaram a aparecer nas equipes adultas.
No time de Itu, a experiente Rosângela substitui Raquel, Kelão e Josiane revezam-se no lugar de ¶ngela Moraes e Fabiana Berto supre a ausência da levantadora Fofão. No BCN, Fofinha substitui Ana Moser, Marcele joga no lugar da levantadora Gisele
Arlene no de Andréa Teixeira e Mariana na vaga de Janina.
Chance - Entre as atletas que substituem as titulares, o sentimento é o mesmo: manter a produção do time. "Estou muito mais preocupada em aproveitar a oportunidade na equipe principal do que em substituir uma jogadora de seleção", diz Marcele. A atleta, que já ficou no lugar de Gisele no ano passado, sonha em também chegar ao time de Bernardinho. "Ainda tenho muito que aprender, mas acho que estou no caminho certo."
A também levantadora Fabiana Berto tem a tarefa de substituir Fofão. "Não achei muito complicado porque já havia sido titular no Pinheiros e no próprio MRV antes de a Fofão chegar", diz. No caso, lembra ela, foi Fofão quem teve de adaptar-se ao restante do time. "Ela é muito boa e não encontrou dificuldade para jogar com o grupo." A pressão, segundo ela, não aumentou com a presença da companheira de equipe.
No Paulista Masculino, o técnico Mauro Grasso, do Banespa, teve de mudar o time por causa da ausência de três astros. "Nos poucos jogos em que pude contar com o Gustavo, o Celsinho e o Joel, no início do Paulista, eles acabaram ficando no banco para não prejudicar o trabalho de entrosamento do restante do grupo."
Anselmo, de 18 anos, supera desafios para substituir o líbero Celsinho, capitão do time. "Na verdade, não estou na minha posição original da seleção infanto-juvenil, em que sou ponta", diz. "Além disso, o Celsinho, como jogador de seleção, tem um nível excelente", prossegue Anselmo, que garante não ter ficado nervoso, mas muito feliz ao saber que teria sua primeira oportunidade. "A maior preocupação é a integração com o restante do time, ser aceito pelos companheiros."
Segundo Anselmo, a transição de juvenil para o time adulto é complicada, mas os companheiros de equipe têm ajudado bastante. "Como estou sempre no fundo da quadra, às vezes fico um pouco perdido na hora de rodar, mas não tenho tido maiores problemas."
Calendário - A Federação Paulista de Vôlei (FPV) divulgou o calendário dos playoffs feminino e masculino do Estadual. Entre os homens, todas as oito equipes fazem o primeiro jogo na terça-feira. No feminino, Recreativa e São Caetano jogam na quarta-feira. As séries entre Palestra e MRV/Ituano e Bauru/Preve/Jopema e Blue Life/Pinheiros começam na quinta-feira.

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