Vôlei - Despedida de ouro
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domingo, 04 de setembro de 2016
Agência Estado 

Brasília - Chegou ao fim em grande estilo a passagem de um dos maiores ídolos da história do vôlei brasileiro com a camisa da seleção. As vitórias do Brasil sobre Portugal nos amistosos realizados no final de semana 3 a 0 no sábado, na Arena da Baixada, em Curitiba, e 3 a 1 ontem, no Mané Garrincha, em Brasília serviram como pano de fundo para as últimas apresentações do líbero Serginho vestindo as cores do País. E como aconteceu ao longo de toda sua carreira, a emoção marcou a despedida do jogador.
Em mais de 15 anos de seleção, Serginho conquistou diversos títulos. Em Olimpíadas, foram dois ouros (Atenas-2004 e Rio-2016) e duas pratas (Pequim-2008 e Londres-2012). E foi justamente em um destes Jogos que o líbero atingiu o auge. No Rio, a menos de um mês, não só conduziu o Brasil a um inesperado ouro, como foi considerado o melhor jogador da competição, mesmo já com 40 anos.
Além das inúmeras qualidades como jogador, Serginho também cativou fãs por todo o País por seu carisma fora da quadra. Talvez por isso, as duas partidas comemorativas tiveram grandes púbicos. No sábado, a Arena da Baixada teve recorde de público do estádio no ano, com 33.730 pagantes e mais de 35 mil pessoas ao total que vibraram com a tranquila vitória por 3 sets a 0 (25/17, 25/13 e 25/16). E ontem, cerca de 40 mil torcedores que estiveram no Mané Garrincha saíram satisfeitos com o triunfo brasileiro por 3 sets a 1, com parciais de 25/20, 20/25, 25/21 e 15/8 o regulamento do amistoso previa que o quarto set, se fosse necessário, terminaria em 15 pontos.
Ovacionado pelo estádio lotado na capital federal, Serginho inclusive pontuou, algo tão raro para um jogador que dedicou sua carreira a receber pancadas na então recém-criada posição de líbero. No match point, Serginho foi para o saque - as regras do amistoso foram flexibilizadas para que isso fosse possível. Na primeira tentativa, a bola sequer chegou à rede. Mas ele não poderia deixar a quadra assim. Por isso, repetiu o ato, e desta vez até a equipe portuguesa entrou na festa, abrindo espaço para que a bola tocasse o chão e o líbero pudesse se despedir com um ace.
"São anos dedicados à seleção, uma parte importante da minha vida. Só tenho gratidão ao vôlei. Só gratidão. Não tenho que falar mais nada. Parei com a seleção, graças a Deus. Dentro do vôlei, muitas pessoas têm histórias lindas, mas eu fui contemplado com esta história toda. Tenho gratidão muito grande por ter vindo aqui, ter sido parte importante com esses meninos. É uma felicidade enorme. Choro de felicidade, não tem como ficar triste com isso", disse o jogador, emocionado, ao Sportv.


