Atenas - Um dos maiores mistérios antes da estréia dos Jogos, a Rússia será finalmente testada pelo Brasil hoje, às 15h30 (de Brasília). O time do gigante Stanislav Dineykin, de 2m15, não participou da última Liga Mundial, vencida pelo Brasil, na Itália, em julho.
''Ele (Dineykin) ganhou o Campeonato Italiano sozinho. Temos que tomar todos os cuidados com ele'', diz o líbero Sergio. ''Teremos que saltar dobrado. Só tem gigante para todo o lado na equipe deles.''
Mas pelo retrospecto até o momento no Grupo B, o mais forte do torneio masculino de vôlei, a seleção russa não tem impressionado. Perdeu na estréia para a Holanda (3 a 2), venceu a fraca Austrália (3 a 0), mas cresceu e derrotou os Estados Unidos (3 a 1).
Por esses motivos, o inesperado preocupa o time brasileiro, líder absoluto da chave, com três vitórias (Austrália, Itália e Holanda). ''É um time alto, pesado, tem um saque extremamente forte. Não sabemos direito como estão, mas com certeza virão mordendo para cima da gente. Não tem jogo fácil. Cada partida é uma decisão'', diz o meio-de-rede Gustavo.
Para Dante, um fundamento voltará a ser decisivo contra a Rússia. ''Voltamos a sacar bem contra a Holanda, mas temos que sacar melhor contra a Rússia. Se eles jogarem com o passe na mão, vai ficar difícil para a gente. O nome do jogo contra a Rússia será o saque.''
Para Bernardinho, esse fundamento (o saque), é um dos fortes dos russos. ''Os três melhores times no saque nesses Jogos são Rússia, Polônia e Grécia.'' Por isso, segundo a receita do treinador, é ''forçar o saque, e quebrar o passe deles''. ''Nosso jogo é velocidade acima de tudo. Tem que ter velocidade, botar pressão. Se deixar abrir, bye, bye.''
Livro Bernardinho revelou que pretende escrever um livro após os Jogos Olímpicos de Atenas. ''Algumas pessoas já me procuraram, mas achei que seria algo muito oportunista lançá-lo em ano de Olimpíada'', disse o treinador, tricampeão da Liga Mundial (2001/02/04).
''A minha idéia não é fazer alguma coisa bibliográfica, mas é claro que tem passagens da minha vida, de observação e de vivência, que preciso botar lá. Quero alguma coisa que possa ser útil, de alguma forma, para as pessoas que trabalham na área, como treinadores e orientadores'', completa. (Colaborou Janaina Tupan Frare)

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