Quando acordou ontem de manhã, Paraguaio estava convencido de sua despedida. Afinal, a oferta do Cianorte era quase irrecusável. Com a atual política salarial, o Londrina não teria forças para segurar seu principal artilheiro da temporada. Mas, no futebol, pelo menos longe dos grandes centros, nem sempre o dinheiro fala mais alto.
  ‘‘Eu não podia decepcionar esta torcida que em vários jogos cansou de gritar o meu nome. O carinho que o torcedor tem comigo é muito grande’’, disse o atacante, justificando sua decisão em permanecer no Tubarão, mesmo com o assédio de outras equipe do Estado. O salário sofreu um ligeiro acréscimo, mas Paraguaio pensa no futuro. Além do Campeonato Paranaense – assinou contrato por mais um ano – quer disputar a Copa do Brasil e a Série B do Campeonato Brasileiro. ‘‘Se fosse pelo lado financeiro já tinha ido embora. A oferta no Londrina nem se compara com o que os outros clubes me ofereceram’’, ponderou.
  Se Paraguaio fica, a situação do apoiador Rocha continuava indefinida até o começo da noite de ontem. O gerente de futebol Adriano Coelho aguardava uma resposta do jogador sobre a proposta do clube. Rocha, que estava na casa do pais, no interior paulista, tem uma proposta oficial da equipe do Rondonópolis, mas estaria disposto a permanecer no Londrina.
  Conselho - O advogado Walter Bitar deve ser nomeado no próximo sábado como presidente do Conselho Deliberativo, em substituição ao também advogado Alvino Aparecido Filho, atual presidente. Bitar tem o apoio do grupo liderado pelo empresário Iran Campos, que mesmo se afastando oficialmente do departamento profissional, continuará ajudando o clube na próxima temporada. (G.G)

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