Viviane Senna sente emoção ao pisar em Interlagos
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sábado, 10 de abril de 1999
Por valéria Zukeran e Mariana Caetano 
São Paulo, 11 (AE) - Viviane Senna, irmã de Ayrton Senna, assistiu ao Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1. "É preciso um coração forte para estar novamente aqui, pela primeira vez depois de cinco anos", conta a presidente da Fundação Ayrton Senna, que não assistia uma corrida desde a morte do irmão. Ela entregou o troféu para o piloto vencedor do GP, e participou, junto com Émerson Fittipaldi e Nélson Piquet, das homenagens pelos 50 anos de Fórmula 1. Viviane afirmou que o resultado de Rubens Barrichello nos treinos de classificação a encorajaram a vir. "O que ele (Rubinho) fez foi bárbaro", disse. "É resultado de trabalho duro, dedicação e muita garra."
A presidente afirmou que mais importante do que o capacete, que recebeu na homenagem, foi o carinho do público. "Não tem troféu de ouro ou prata, o melhor é o amor e o carinho que ele ainda recebe." Nélson Piquet disse ter ficado bastante satisfeito com a movimentação em Interlagos. "A temporada de Fórmula 1 deste ano deverá ser muito interessante, pois o equilíbrio entre as equipes é grande, com exceção da McLaren, que só perde o título se quebrar nas corridas."
Antes da prova, o ex-piloto previu que Rubinho poderia fazer o melhor GP de sua carreira. Émerson Fittipaldi ficou emocionado com a homenagem que recebeu, mas antes passou por momentos de nervosismo. Homenageado hoje no autódromo de Interlagos, foi barrado no acesso aos boxes ao tentar entrar com seu filho caçula, Luca, de sete anos. Segundo determinação do juizado de menores, apenas crianças acima de 12 anos podem visitar a área. "Tudo tem limite!", protestou Émerson. "Que hostilidade é essa? Isso é o fim do mundo." Revoltado com a situação, pegou o filho no colo e conseguiu entrar.
Nova discussão ocorreu para que um acompanhante da família pudesse ter acesso ao local. "Ele vai ter de se entender com o juizado de menores", disse a professora paranaense Cláudia Stoco, uma das responsáveis pelo controle de segurança nas catracas. "Eu sabia que era o Émerson, mas ordens são ordens - nunca pensei que pudesse passar por isso; ele quase me agrediu." "Não tenho como justificar o que ocorreu, foi lamentável", afirmou o Coronel Rubens Passos, diretor de circulação da prova. "Acredito que tenha havido um certo exagero de ambas as partes."
Segundo ele, houve um mal entendido porque havia sido combinado que ele se dirigia para o centro de promotores, de onde seria conduzido com a família para o local da homenagem sem problemas porque, de fato, o juizado proibiu a entrada de menores de 12 anos.
O ex-piloto, que costuma vir assistir aos GPs, ficou impressionado com a quantidade de pessoas em Interlagos. "Para mim, voltar aqui é sempre uma grande emoção, porque recordo da vitória que conquistei em 1973, a primeira da minha carreira." O ex-piloto visitou o boxe da Stewart, desejando sorte para Jackie e Rubinho.


