Curitiba - As boas vitórias de Atlético e Paraná na última rodada serviram como combustível extra para ampliar o interesse pelo clássico de domingo. Ao bater o Cascavel por 3 a 0, mantendo o aproveitamento de 100% no Paranaense, o Furacão provou mais uma vez que está um passo à frente dos demais concorrentes. Já a goleada do Tricolor sobre o Paranavaí reabilitou a equipe de Saulo de Freitas, que cobra mais respeito com o clube que defende.
Líder absoluto, dono do melhor ataque, com 11 gols, e da melhor defesa, que sofreu apenas dois, o Rubro-Negro não poderia ter melhor início de ano. Por isso Ney Franco não quer muitas mudanças para o clássico, já que não esconde a satisfação com a produção da equipe. ''Não vou antecipar nada. Vamos trabalhar para definir a equipe que joga no domingo'', adianta.
Ainda sem saber se poderá finalmente contar com Irênio, que aguarda a liberação da CBF para poder jogar, as dúvidas de Franco concentram-se em duas posições. A primeira é a lateral-esquerda, onde Michel novamente não foi bem e deixou o time no intervalo, com Netinho assumindo a função.
A alteração mais provável é a saída de Rodrigão, que chegou a cinco jogos de jejum, para a entrada de Marcelo Ramos. O atacante que veio para suprir a ausência de Alex Mineiro repete o que fez em sua chegada. A exemplo do Brasileirão do ano passado, Marcelo passou em branco em sua primeira partida e marcou duas vezes no segundo jogo. Mas, para garantir o lugar de titular, tem que melhorar o rendimento apresentado em 2007, quando passou dez jogos sem balançar as redes. ''Sou cobrado para fazer gols mas o importante é jogar, apesar de faltar um pouco de ritmo. Agora, vamos pensar no Paraná e buscar manter o 100% de aproveitamento'', afirma o atacante, que aguarda a chance de começar a partida.
E se no Atlético o momento é de grande tranquilidade, no Paraná o clima - que andava pesado - melhorou muito graças aos quatro gols marcados contra o Vermelhinho. Goleada que levou Saulo a desabafar depois da partida, rebatendo as críticas que vinha sofrendo e negando que estivesse com o cargo em jogo. ''Criticar é normal, mas eu não admito desrespeito contra mim e contra os atletas. É preciso respeitar o Paraná Clube, como se faz com Atlético e Coritiba'', cobra o Tigre da Vila, que acredita que sua equipe está em evolução. ''Estamos no caminho certo e o torcedor pode ficar tranquilo porque vamos brigar pela classificação e depois buscar o título'', complementa. O técnico não adianta a escalação para o clássico, mas Massaro pode perder a vaga para Giuliano ou Éverton, que entraram na segunda etapa e comandaram a boa vitória de quarta-feira.

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