A vitória por 3 a 1 (parciais de 25/23, 25/20, 11/25 e 25/17) sobre o Vasco, no Rio de Janeiro, não serviu apenas para manter vivo o sonho do Rexona chegar pelo quarto ano seguido às finais da Superliga Feminina de Vôlei e seguir brigando pelo tricampeonato brasileiro. A boa atuação, e a garra mostrada na terceira partida da melhor de cinco jogos contra o Vasco, renovou o ânimo de todo o time, que volta a treinar em Curitiba na manhã de hoje e agora precisa vencer as cariocas em casa no sábado, para levar a definição de um dos finalistas para a quinta partida, no Rio. Apesar de satisfeito com a reação da equipe, o técnico Bernardinho já começou a conversar com as jogadoras para evitar uma acomodação ou uma euforia exagerada.
‘‘É lógico que estamos em uma posição melhor do que antes, mas não podemos cair na armadilha de pensar que essa vitória significa muita coisa. Aprendemos uma lição e não podemos nos saciar com um bom resultado que não garante nada’’, alerta Bernardinho, que espera que o time mantenha o mesmo espírito de luta. ‘‘Precisamos encarar a próxima partida como outro teste de sobrevivência. Se vencermos de novo, aí sim vai ficar elas por elas e numa eventual quinta partida as responsabilidades ficam divididas e a pressão do Vasco ter que vencer pode ser favorável para a gente’’, explicou o treinador. Bernardinho mantém os pés no chão e ainda considera o Vasco favorito para chegar à decisão contra Flamengo ou MRV/Minas. ‘‘O Vasco é favorito até em Curitiba porque tem uma equipe melhor, mais experiente, com várias jogadoras que já disputaram pelo menos uma Olimpíada. Se dermos chance, a Fernanda nos coloca no bolso. Se não jogarmos bem, colocando pressão, o que espero que se repita no quarto jogo, somos atropelados. Se jogarmos 100% e elas também, a tendência é o Vasco levar vantagem. Mas se jogarmos 100% e elas estiverem um pouco abaixo, podemos beliscar outra vitória’’, analisa o técnico.

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