Santos - Folga de dois dias, maior tranquilidade para o técnico Vagner Mancini resolver questões internas e o afastamento da crise que vinha aumentando a cada rodada. Esses foram alguns dos efeitos do gol de Paulo Henrique Lima, nos minutos finais diante do jogo contra o Sport, na Vila Belmiro, sábado à noite.
Com a interrupção da sequencia de quatro resultados negativos, que vinha desde a vitória por 3 a 1 contra os reservas do Corinthians, em 31 de maio, também vai diminuir a pressão sobre a diretoria para a troca de Mancini por Muricy Ramalho ou Vanderlei Luxemburgo, demitidos, respectivamente, por São Paulo e Palmeiras. E ficaram para trás as vaias da torcida durante boa parte do jogo e a revolta contra os dirigentes santistas.
''Vencer é fundamental sempre'', disse Mancini, aliviado, após o jogo. ''Isso é futebol. Uma vitória muda as coisas. E essa, tão sofrida, pode mudar a situação pintada e escrita uma forma equivocada. No Santos não existe crise, reina a harmonia'', acrescentou o treinador.
Para ele, a troca de farpas pela imprensa entre Fabiano Eller e Neymar, na semana passada, foi apenas um mal-entendido. ''O que aconteceu foi que um jogador não se expressou bem na coletiva de imprensa e não há nada de ambiente ruim'', garantiu. Mas Mancini admite que não vai sossegar enquanto não identificar e banir do clube o espião que informa aos jornalistas as brigas entre jogadores. Prova de que nem tudo vinha bem.

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