Desde que Jody Scheckter venceu o GP da Itália de 1979, em Monza, garantindo para a Ferrari o título mundial de pilotos, nunca mais a equipe italiana teve tanta chance de ter um piloto campeão do mundo como agora. Com a vitória em Indianápolis, domingo, Michael Schumacher tem enormes possibilidades de quebrar a série de 21 anos sem ser campeã da Ferrari. E já no próximo GP, no Japão, dia 8.
A matemática do título está amplamente do lado do alemão, que terá de Rubens Barrichello uma ajuda ainda mais direta agora. Com 88 pontos, diante de 80 de Mika Hakkinen, da McLaren, tudo o que ele precisa é aumentar essa diferença de oito para dez pontos em Suzuka.
Por exemplo: se vencer, chegará a 98 pontos. Se Hakkinen for segundo, atingirá 86 pontos. A diferença subiria para 12 pontos. Mesmo que o finlandês vencesse a última prova da temporada, dia 22 na Malásia, não teria como alcançá-lo. Portanto, uma vitória de Schumacher no Japão, independentemente do que fizer Hakkinen, já lhe dá o título.
Se Hakkinen vencer a disputa se estenderá para o GP da Malásia, mesmo que Schumacher chegue em segundo. O piloto da McLaren passaria a ter 90 pontos e Schumacher, 94.
Mas o alemão tem a seu favor um importante handicap. Ele venceu sete das 15 etapas já realizadas do campeonato, enquanto Hakkinen apenas quatro. O número de vitórias é o primeiro critério de desempate. Isso quer dizer que mesmo Hakkinen ganhando no Japão e na Malásia, basta a Schumacher chegar em segundo nas duas. Ambos empatariam em número de pontos, 100, mas o piloto da Ferrari levaria o título por ter, nesse caso, uma vitória a mais: 7 a 6.
Há uma série de outras combinações possíveis capazes de dar o Mundial para Schumacher já em Suzuka, como por exemplo ele classificar-se na quinta colocação e Hakkinen não marcar pontos novamente, como em Indianápolis. Schumacher ficaria com 8O pontos e Hakkinen os mesmos 80. Ou ainda o alemão chegar em terceiro, atingindo 92 pontos, e Hakkinen em quinto ou sexto.

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