Vitória no ABC é exemplo a ser seguido no São Paulo
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sexta-feira, 11 de fevereiro de 2005
Agência Estado 
São Paulo - A garra apresentada na vitória por 4 a 3 sobre o São Caetano, no finalzinho do jogo, com três gols em sete minutos, virou exemplo a ser seguido pelas viagens que o São Paulo terá na Copa Libertadores, a partir do dia 3 de março, contra The Strongest, na Bolívia, portanto, daqui a 21 dias. A competição Sul-Americana é a prioridade em 2005 e os jogos no Campeonato Paulista estão servindo de termômetro para bom início nas Américas.
''Os 3 a 1 estavam sendo desgastantes. Sabíamos que se perdêssemos seríamos malhados no dia seguinte'', disse Grafite. ''E nos abalaria para a estréia na Libertadores, o assunto forte aqui no clube'', prosseguiu, agora aliviado após marcar um gol depois de jejum de cinco partidas. ''Foi um enorme peso tirado das costas.''
Mas, Grafite não quer saber de passado. E já faz projeções animadoras para o futuro. Claro, falando do ataque são-paulino. ''Comigo embalando e o Tardelli mantendo a fase, vai ser difícil nos segurar, teremos um forte poder de fogo'', acredita. ''E ainda temos o Luizão que, com ritmo, é titular absoluto.'' Mas quem sairia? ''Acho que dá para jogarmos com três atacantes. O Luizão é homem de área e eu e o Tardelli gostamos de atuar como pontas.''
Grafite comemorou muito a vitória sobre o São Caetano. Chegou em casa e suas filhas o aguardavam para abraçá-lo e lhe dar os parabéns. Elétrico, só foi dormir às 5 horas.
O atacante só não concordou com as reclamações do São Caetano contra o árbitro Rodrigo Martins Cintra. ''Os 7 gols foram normais e nós tivemos um pênalti não marcado, um gol mal anulado do Luizão e outro que o zagueiro tirou a bola após a linha.''


