Quarta-feira, 25 de março de 2009. Uma data que vai entrar para a história negativa do Londrina. Três vezes campeão Paranaense, campeão da Taça de Prata do Brasileirão e semifinalista do Brasileirão de 77, o time esqueceu as glórias no passado e se acostumou aos vexames do presente. Ontem, ‘presenteou’ os torcedores com mais um. O time fez sua parte, mas o santo encarregado de secar o Cascavel não colaborou e a vitória por 2 a 1 sobre o Coxa, a única em casa no torneio, não evitou o rebaixamento à Divisão de Acesso do Paranaense, que já vinha se desenhando há pelo menos dois anos.
  Em 2007, mesmo com oito classificados para a segunda fase, o time ficou de fora. No ano passado foi ainda pior. Mesmo com o dinheiro do tão aclamado empresário Adir Leme da Silva, o time foi o 12º.
  Este ano se superou e fez uma campanha rídicula. Foram 16 pontos em 42 possíveis. Apenas 38% de aproveitamento. Pouco mais do que em 98, quando caiu pela primeira vez para a segundona. Foi o pior presente de aniversário para o clube que completa 53 anos no próximo dia 5.
  O rebaixamento já veio se escrevendo há tempos. Neste ano, a política de montagem do elenco foi a mesma. Contratações em cima da hora, acertos com jogadores machucados, com jogadores que voltavam de lesão, pedágios sendo escalados, salários atrasados. Este ano, nem a tradição, nem a camisa seguraram o time.
  O alento para o clube é a vaga na Série D do Brasileiro, no segundo semestre. Porém, fica a dúvida se o clube terá força para disputá-la de forma honrosa após o rebaixamento.
Jogo
  O Coritiba parecia prever a tragédia alviceleste e entrou em campo de preto. O Londrina até tentou impedir o luto. Fez 15 minutos primorosos. Mostrou vontade, ímpeto, brio e até qualidade técnica. Ricardo, que voltou ao time depois de sete jogos - justamente o período do jejum alviceleste -, mostrou que destoa do restante do time. Em uma de suas jogadas, quase abriu o placar com um golaço.
  Foi então que o Coritiba resolveu atacar e fez o seu gol. Ariel ganhou de cabeça e tocou para Marcelinho Paraíba, que soltou a bomba de fora da área na diagonal sem chances para Fernando.
  O gol coxa-branca foi um balde de água fria. O Londrina apagou e voltou a ser o time que envergonhou o torcedor durante o campeonato. Previsível, inofensivo, inoperante. Levou o segundo gol aos 43, mas o árbitro anulou alegando impedimento.
  O técnico Itamar Bernardes desmanchou o ferrolho no segundo tempo, colocando o atacante Rodrigo em campo e ele garantiu a despedida honrosa do Tubarão. Aos 14 minutos, Wesley cobrou falta da direita e Rodrigo pegou de primeira mandando para as redes. Aos 41, Wesley chutou cruzado e Rodrigo desviou para as redes. ‘‘Lutamos até o fim, mas não adiantou’’, disse Ricardo, chorando muito.
n Leia mais sobre o Campeonato Paranaense nas páginas 2 e 4.

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