Vitória na Indy abre portas para piloto Bruno Junqueira
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segunda-feira, 20 de agosto de 2001
Agência Estado<BR>De São Paulo 
O brasileiro Bruno Junqueira mal teve tempo de comemorar a vitória de domingo no GP de Elkhart Lake, sua primeira na Fórmula Indy. Poucas horas depois da pequena festa que aconteceu no motorhome da equipe Chip Ganassi, ele pegou a estrada para uma viagem de cinco horas até Indianápolis, cidade norte-americana onde mora. Mas a maratona não acabou. Bruno tinha ontem viagem marcada para Nova York, onde pegaria um vôo para o Brasil. ''Estou feliz, mais não há porque ficar empolgado. Queria vencer, consegui e agora vou pensar para frente'', disse o piloto mineiro, de 24 anos.
Estreante na categoria, ele tem consciência de que sua cotação na equipe Chip Ganassi aumentou muito com a vitória. Sabe, também, que nem por isso pode se considerar desde já o companheiro do sueco Kenny Brack na equipe na próxima temporada. ''Estou sondando o mercado'', admite, sem entrar em detalhes sobre as equipes com as quais está conversando. Uma delas, porém, é a MoNunn.
Depois de passar as últimas semanas sob pressão intensa, por conta das exigência do dono da equipe, Chip Ganassi, Bruno Junqueira reagiu à vitória em Elkhart Lake como quem tira um peso dos ombros. ''A pressão diminuiu um pouco, mas se eu voltar a ter resultados ruins...''.
Companheiro O norte-americano Memo Gidley, companheiro de Bruno na Ganassi, tinha consulta com o ortopedista da Cart (Championship Auto Racing Team), Terry Trammel, marcada para ontem em Indianápolis. Exames realizados em Gidley no Saint Nicolas Hospital de Sheboygan constataram que ele sofreu uma pequena fratura no fêmur no acidente que sofreu em Elkhart Lake. O piloto perdeu o controle do carro, bateu no muro e depois capotou.
A princípio, o médico oficial da Cart, Steve Olvey, dissera que Gidley não tivera fratura, mas exames mais completos desmentiram seu prognóstico. Após examinar o norte-americano, que deve usar muletas por alguns dias, Trammel decidirá se ele vai poder disputar ou não o GP de Vancouver.
GP Brasil O Rio de Janeiro voltou a ter chances de ter novamente a Indy, no ano que vem. Dirigentes da Cart garantem que foram procurados pelo prefeito da cidade, César Maia, que estaria disposto a recuperar a prova. Comenta-se que o GP, se vier a ser realizado, poderá acontecer em um circuito de rua.


