Salvador, 12 (AE) - O Vitória, da Bahia, chega aos 100 anos, amanhã, na sua melhor fase como clube de futebol. A partir do início dos anos 90, passou a ter um gerenciamento profissional, que lhe permitiu construir um estádio, o Manoel Barradas, equilibrar suas finanças e montar uma divisão de base, reconhecida como uma das melhores do País.
O Vitória ganhou seis títulos estaduais a partir de 1989, quase a metade do que conseguiu em toda a sua história: 16. Em competições nacionais, o melhor desempenho também foi neste período, com o vice-campeonato brasileiro em 1993 (perdeu o título para o Palmeiras). Com os títulos, a torcida do Vitória cresceu, mas ainda é a segunda do estado.
A principal diretriz administrativa do clube, dirigido pelo deputado estadual Paulo Carneiro, é a formação de jogadores para venda. Nos últimos cinco anos, faturou cerca de US$ 13 milhões com a negociação de atletas. Esta mudança das divisões de base, ocorreu depois que o Vitória contratou o supervisor Newton Mota, antigo funcionário do Bahia.
Ele se transferiu para o clube levando 42 jogadores juvenis do rival. Mota é o responsável pela revelação de uma safra de excelentes jogadores, que hoje brilham em outros times. Vampeta, Alex Alves, Bebeto Campos, Júnior e Dida são alguns deles.
Papa-títulos - São sete divisões de base e, recentemente, o clube abriu franquias da escolinha em vários municípios do interior. O resultado deste trabalho é impressionante. O juvenil
por exemplo, é bicampeão da Dallas Cup (EUA) e da Copa Bayer, disputada no Chile; a equipe Sub-17 é bicampeã da Copa Sparkhasen, da Alemanha, e Copa Philip da Holanda.
A estratégia de vender jogadores para equilibrar as finanças tem seu lado negativo. A equipe principal acaba se enfraquecendo. A torcida sonha comemorar o centenário com o título baiano, mas o Bahia está em vantagem, pois ganhou o primeiro turno. No momento, a diretoria busca um parceiro comercial para transformar o Vitória numa empresa.

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