Vitória escapa pelos dedos da África do Sul
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sexta-feira, 11 de junho de 2010
Itamar Cardin<br>Agência Estado 
São Paulo - A África do Sul esteve bem próxima de uma grande vitória ontem, no Estádio Soccer City, em Johannesburgo. A seleção mexicana, no entanto, estragou a festa da entusiasmada torcida local. Após abrir o placar no início do segundo tempo, a seleção anfitriã sofreu um gol nos 15 minutos finais e a partida de abertura da Copa do Mundo terminou empatada por 1 a 1.
A partida marcou um recorde do técnico brasileiro Carlos Alberto Parreira, que chegou a sua sexta participação em Copas como treinador - Brasil duas vezes (1994 e 2006), Kuwait (1982), Emirados Árabes (1990) e Arábia Saudita (1998) -, uma a mais do que o sérvio Bora Milutinovic.
E mesmo com todo o entusiasmo da torcida, Parreira armou uma África do Sul retrancada. Escalou apenas Mphela isolado no ataque e deixou o craque do time, Steven Pienaar, isolado na armação. O técnico Javier Aguirre, por sua vez, fez o que se esperava: montou um time muito ofensivo, com Giovani Dos Santos, Guillermo Franco e Carlos Vela formando um perigoso trio de ataque.
Recuada, a seleção sul-africana aceitou a pressão inicial. E, logo aos três minutos, o México quase abriu o placar. Aguilar cruzou da direita e, após o goleiro Khune afastar mal, a bola sobrou para Giovani Dos Santos. O atacante tentou concluir, mas foi travado no momento do chute.
Aos poucos, a África do Sul até começou a se soltar e equilibrou o jogo, tocando mais a bola no campo ofensivo. Mas, em falha individual, quase sofreu o primeiro gol. Giovani Dos Santos roubou a bola no meio-de-campo e carregou até a meia-lua, de onde bateu com perigo por cima do gol.
As duas equipes seguiam concentradas no meio-de-campo, tocando a bola com cautela. Até Carlos Vela aparecer para o jogo. Primeiro, o atacante mexicano deu grande passe para Franco, que matou no peito dentro da área e deu leve toque. No reflexo, Khune defendeu.
E foi novamente com Vela que o México chegou a marcar aos 37 minutos, em gol corretamente anulado pela arbitragem. Após cobrança de escanteio, Franco desviou de cabeça e o atacante do Arsenal, impedido, completou para as redes.
A África do Sul voltou melhor na etapa final. E não demorou para que fizesse a tão festa pelos torcedores. Aos oito minutos, em rápido contra-ataque, Tshabalala recebeu lindo passe. Pela esquerda, ele avançou até a entrada da área e acertou grande chute, no ângulo, abrindo o placar para a seleção anfitriã.
Somente aos 32 minutos, o México chegou ao empate, com Rafael Márquez. Após cruzamento na área, a defesa sul-africana falhou e a bola sobrou para o mexicano. Sozinho, ele completou para as redes.
A partida parecia então que se encaminharia para um empate sem maiores emoções, quando, já aos 44 minutos, Mphela invadiu sozinho a área e deu um leve toque na saída do goleiro. Caprichosamente, a bola bateu no pé da trave e saiu, frustrando toda a torcida sul-africana.
EM JOHANNESBURGO
África do Sul 1
Khune; Gaxa, Khumalo, Mokoena e Thwala (Masilela); Letsholonyane, Dikgacoi, Tshabalala, Modise e Pienaar (Parker); Mphela. Técnico: Carlos Alberto Parreira
México 1
Pérez; Aguilar (Guardado), Rodríguez, Osorio e Salcido; Márquez, Torrado e Juárez; Giovani Dos Santos, Franco (Hernandez) e Vela (Blanco). Técnico: Javier Aguirre
Árbitro: Ravshan Irmatov (UZB)
Estádio: Soccer City
Gols: Tshabalala, aos oito, e Rafael Márquez, aos 32 minutos do 2º tempo
Cartões amarelos: Juárez, Torrado, Dikgacoi e Masilela


