Rio - Nada como uma vitória para retomar a confiança e acalmar um pouco o ambiente conturbado, provocado pela ameaça de rebaixamento para a Série B do Campeonato Brasileiro. O semblante dos jogadores do Vasco, durante o desembarque, ontem, no Rio, era de alívio pelo surpreendente triunfo sobre o Goiás, por 4 a 2, no Serra Dourada, em Goiânia.
  A equipe cruzmaltina não saiu da zona de descenso, mas acredita que está trilhando o caminho correto para fazer as pazes com a torcida. ‘‘É a hora do avião decolar. Nunca vi um avião dar r钒, declarou o técnico Renato Gaúcho, com o habitual otimismo. Para ele, a sorte voltou a sorrir para o Vasco, algo que há tempos não acontecia. ‘‘A bola não entrava’’, queixou-se.
  O treinador, no entanto, alerta que o time ainda não cumpriu seu papel. Ou seja, permanecer na Primeira Divisão. Portanto, exige que a equipe mantenha ‘‘os pés no chão’’ e não se iluda com a vitória sobre o Goiás, dono da melhor campanha do segundo turno do Brasileiro até o início desta rodada.
Crise no Alvinegro
  A crise só aumenta em General Severiano. O vice-presidente de Futebol do Botafogo, Carlos Augusto Montenegro, voltou a criticar o elenco, piorando o já conturbado ambiente no clube. Disse ontem, com todas as letras, que os jogadores não estão nem aí para o clube alvinegro.
  ‘‘Jogadores não precisam de babᒒ, rebateu Montenegro, sobre a cobrança feita pelos atletas, que exigiram a presença do dirigente no dia-a-dia do time. ‘‘Eles não estão ligando para o Botafogo e ainda ganham mais do que eu’’, emendou.
  Segundo Montenegro, o grupo está dividido em dois blocos: um comandado por Lúcio Flávio e outro, por Carlos Alberto.

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