Salvador, 26 (AE) - Com uma folha salarial de apenas R$ 300 mil para o elenco de jogadores, o Vitória é o clube que investiu menos para o Campeonato Brasileiro, entre os quatro semifinalistas: gastou menos de R$ 600 mil na contratação de jogadores e o técnico Toninho Cerezo. O jogador mais caro foi o centroavante Tuta, emprestado pelo Venezia por US$ 150 mil.
O grande diferencial do Vitória é a sua "fábrica de jogadores", como é carinhosamente tratada as divisões de base do clube, responsável por uma verdadeira seleção espalhada por vários times do Brasil e países da Europa. Só para se ter uma idéia dessa linha de produção de primeira grandeza, basta citar o meia Vampeta e o goleiro Dida, do Corinthians, o atacante Alex Alves do Cruzeiro e o lateral Júnior do Palmeiras, Matuzalém do Napoli e Fábio Bilica do Venezia. Dos onze titulares atuais do Vitória, três subiram recentemente do júniors, o goleiro Fábio Costa, o zagueiro Moisés e o meia Fernando. O lateral-direito Rodrigo, que já atuou em outras equipes, e o atacante Cláudio, cujo passe pertence ao PSV da Holanda, também foram formados nas divisões de base do clube.
"Gastamos anualmente R$ 2 milhões com nossas divisões de base
que são o sustentáculo do Vitória", comemora o presidente do clube Paulo Carneiro. Ele disse que o Vitória e outros times cuja política é investir na formação de jogadores, como o Atlético do Paraná e a Ponte Preta estão colhendo os frutos de um trabalho iniciado no inicio dos anos 90. "Vamos frequentar as decisões dos principais campeonatos do Brasil de agora em diante, pois times como o Vitória não entram mais apenas para participar e sim disputar títulos", acentua Carneiro.

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