Vanderlei Almeida/AFPCONFUSÃOO italiano Giancarlo Fisichella, da equipe Jordan, roda no S do Senna, logo após a largada. Barrichello nem chegou a sair do lugar Jacques Villeneuve, da Williams-Renault, foi o vencedor do GP do Brasil. Mas quem mais ganhou ontem em Interlagos foi a própria Fórmula 1. Gerhard Berger, da Benetton-Renault, classificou-se em segundo, a apenas quatro segundos de Villeneuve, comprovando que a Benetton encostou mesmo na Williams. Mas a temporada reserva outras surpresas: Olivier Panis, da Prost-Mugen Honda, escuderia que corre com os pneus Bridgestone, aproveitou a maior eficiência dos pneus japoneses, parou nos boxes uma vez só, enquanto a maioria realizou dois pit stops, e acabou em terceiro. Damon Hill correu a maior parte do tempo na frente de seu substituto na Williams, o alemão Heinz-Harald Frentzen, mas com um Arrows-Yamaha.
Os resultados dos testes de inverno se refletiram com precisão no GP do Brasil. ‘‘Se eu não tivesse perdido tanto tempo atrás do Michael Schumacher no começo da prova eu poderia ter vencido’’, declarou Berger. Ele disse ainda que essa é a cara da Benetton e não a repassada em Melbourne, quando cruzou em quarto lugar.
A primeira largada foi cancelada porque a Stewart-Ford de Rubens Barrichello apresentou um problema no acelerador e não largou, permanecendo estacionada no grid. No S do Senna, na primeira freada, Villeneuve foi parar na caixa de brita depois de disputar a freada com Michael Schumacher. ‘‘Concordei inteiramente com a interrupção da prova’’, brincou o canadense, que já divide com Coulthard a liderança do Mundial, com 10 pontos.
Não só Frank Williams, mas todos os donos de equipes não esconderam sua preocupação com o avanço dos pneus Brisgestone. ‘‘É perfeitamente possível vencermos uma prova na fase européia’’, afirmou Panis. O coordenador da Benetton, Juan Villadelpratt, lembrou que a Bridgestone teve uma performance excepcional em Interlagos, pista que ela não tinha nenhuma referência. ‘‘Imagine que o que acontecerá quando eles competiram em pistas onde já treinaram’’.
O piloto, portanto, que Frank Williams contratou para substituir Hill, por falta de capacidade do atual campeão do mundo, andou atrás dele. A Arrows-Yamaha de Hill e de Pedro Paulo Diniz não lembrou em nenhum instante o time que quase não se classifica na Austrália. O modelo A-18 ganhou velocidade e maior confiabilidade, apesar de os dois pilotos terem abandonado.

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