Xangai, China - A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) revisará a absolvição de Lewis Hamilton no Grande Prêmio do Japão, quando este supostamente teria sido o responsável pelo acidente que tirou Mark Webber e Sebastian Vettel - respectivos pilotos de Red Bull e Toro Rosso - da corrida.
O incidente ocorreu quando o safety car entrou na pista durante a volta 42. Hamilton liderava a prova e, em um dado momento, diminuiu bruscamente sua velocidade e a dupla Webber e Vettel, que vinham logo atrás, tiveram que baixar também o ritmo, causando a colisão de seus carros. Depois de perder 10 posições no grid da China, Vettel culpou o líder da Fórmula 1 pela batida.
Entretanto, após considerar Hamilton inocente, a FIA recebeu um vídeo de um torcedor que estava na arquibancada e que mostra o inglês se deslocando lentamente à direita. Diante da nova evidência, a entidade decidiu reabrir o caso e, se a manobra for considerada a causa do acidente, o líder da temporada pode perder a vitória no GP do Japão.
O britânico da McLaren pode ter infringido o artigo 40.10 do Regulamento Esportivo da Fórmula 1, que dita que o líder da prova deve manter uma distância padrão diante do safety car até a volta em que este voltar para os boxes. Se for considerado culpado, Hamilton pode receber uma punição similar à de Sebastian Vettel, que perderá 10 posições no Grande Prêmio da China deste domingo.
Espionagem
O engenheiro demitido da Ferrari, Nigel Stepney, um dos pivôs do escândalo de espionagem que excluiu a McLaren do Mundial de Construtores deste ano, sugeriu que sua ex-equipe também teria a posse de informações privilegiadas a respeito de seus rivais ingleses.
Stepney, que sempre negou ter passado as informações detalhadas do carro da equipe de Maranello para o projetista da McLaren, Mike Coughlan, deixa agora no ar a idéia de que a Ferrari também teria dados secretos da equipe inglesa e afirmou que seus ex-empregadores saíram impunes do caso de espionagem.
''A Ferrari se safou. Sabia de algumas coisas que eles (a McLaren) estavam fazendo nos testes, níveis de combustível, por exemplo. Acho que a Ferrari deveria perder pontos'', afirmou Stepney ao site grandprix.com. ''Havia distribuição de peso e outros aspectos de várias partes de seus carros e fui empregado da Ferrari nesta época''.
''Assim como a McLaren teve uma vantagem, a Ferrari também não? Acho que sim. Parece que a informação estava fluindo em uma única direção. Ninguém pesou os argumentos, ninguém perguntou nada'', concluiu.

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