Salvador, 28 (AE) - A direção do Vitória anunciou hoje um contrato com o banco de investimentos Patrimônio, visando a atrair investidores para a empresa de sociedade anônima criada pelo clube em março de 98, de acordo com as diretrizes da Lei Pelé. Segundo o presidente, Paulo Carneiro, o contrato de assessoria, inédito no País, vai permitir ao Vitória identificar nos mercados nacional e no exterior os melhores parceiros para os negócios do clube, que incluem, além do futebol, a utilização do estádio Barradão, com capacidade para 50 mil pessoas, e da sede do clube para atividades de entretenimento. "Não queremos seguir o exemplo de outros clubes que ficam em posição secundária e tentam negociar às pressas com os investidores, o que pode resultar em um péssimo negócio a médio prazo, embora, em princípio, pareça bom."
O diretor de finanças corporativas do banco, Marcos Diniz, disse que o Patrimônio terá uma comissão cujo percentual não foi revelado sobre o valor de cada porte realizado pelos futuros investidores do Vitória S/A, que forem indicados pelo banco. Recebe ainda uma taxa fixa para cobrir despesas operacionais. "Procuramos o Vitória depois de perceber o amplo potencial do clube." Já o diretor de fusäes e aquisiçäes do Patrimônio, Edgard Diniz, adiantou que há quatro grupos que se enquadram nos perfis dos investidores do Vitória S/A. São os clubes-empresa estrangeiros já profissionalizados como existem na Itália e Inglaterra, empresas de entretenimento e de mídia e os fundos de investimento.
O Vitória tem um orçamento anual de R$ 11 milhäes, mas apresenta um passivo de R$ 6 milhäes. Especializado em fusäes e privatizaçäes, o Banco Patrimônio envolve-se pela primeira vez com o futebol. O banco foi negociado há 15 dias com Chase Manhattan, um dos maiores bancos do mundo. O Vitória manteve ainda um contrato de patrocínio com o Banco Bilbao Viscaya, que pagará ao clube R$ 280 mil por mês até maio do ano 2000.

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