A emoção marcou a conquista do título em Montecarlo. Ao receber o tradicional troféu de prata das mãos do princípe Albert de Mônaco e ouvir o hino nacional, Gustavo Kuerten percebeu a importância desta vitória. Afinal, conseguiu apagar definitivamente a frustração pela recente derrota na Copa Davis, em Florinanópolis, quando se mostrou muito abatido e cabisbaixo pela eliminação do Brasil diante da Austrália.
‘‘Mostrei um tênis incrível, numa semana maravilhosa’’, afirmou Guga. ‘‘Depois da decepção na Davis, não poderia ter tido algo melhor para recuperar o ânimo e jogar feliz, quase sem erros.’’ Para celebrar este momento, com o troféu de Montecarlo, o técnico Larri Passos teve uma participação importante. Desde que chegaram ao Principado de Mônaco, o treinador iniciou um trabalho de recuperação psicológica para recuperar o ânimo do tenista. ‘‘Tinha de levantar a cabeça dele, fazer o Guga sorrir novamente’’, afirmou Passos.
Líder do ranking mundial e, por isso, deve ser designado como cabeça-de-chave número 1 em qualquer torneio que participe, Guga confirmou em entrevista ao semanário alemão Der Spiegel, que estuda seriamente a possibilidade de desprezar o Torneio de Wimbledon este ano. Ele revela-se insatisfeito com a falta de solidariedade dos tenistas, que no ano passado não apoiaram uma greve, movimento liderado pelos espanhóis, que não foram colocados como cabeças-de-chave na competição, embora tivessem ranking para isso. ‘‘Por isso, estou estudando seriamente a possibilidade de não ir a Wimbledon.’’

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