Em pouco menos de dois anos Vitor deixou a desconfiança de lado para se tornar uma unanimidade entre os torcedores do Londrina a ponto de fazer a torcida esquecer o antigo ídolo Danilo. O goleiro impressiona pela sua regularidade, que se torna acima da média nos jogos decisivos, e é um dos símbolos deste LEC vitorioso.
Campeão Paranaense em 2014 e do Interior, em 2015, Vitor foi decisivo ainda nos acessos para as séries C e B. "Não esperava conquistar tanta coisa em tão pouco tempo. Em 17 anos de carreira, aqui tem sido o meu melhor momento como atleta", garante o goleiro de 30 anos. Formado no Vitória, Vitor revelou que quase abandonou a carreira antes de vir para o Londrina, em virtude das dificuldades da profissão. "Aqui, eu voltei a ter felicidade de jogar futebol e encontrei tudo que eu sonhava: estrutura para trabalhar, cidade boa para se morar, onde pude ter minha família perto. Tudo isso ajudou no desempenho dentro de campo".
Natural do Rio de Janeiro, o camisa 1 alviceleste já atuou em 11 clubes, entre eles, Ponte Preta, Portuguesa, Joinville, Atlético Goianiense, Arapongas e ABC, mas só no Londrina veio conquistar seu primeiro título como profissional. Os números de Vitor também impressionam. Sofreu apenas 14 gols em 19 partidas na Série C, o que garante a melhor defesa do torneio ao alviceleste.
O goleiro emendou uma sequência de 72 jogos seguidos como titular, quebrada apenas no confronto contra o Tupi, pela primeira fase, em virtude do 3º cartão amarelo. "Quando eu cheguei aqui, o Tencati me chamou e disse que eu tinha condição de ser titular e ídolo. Foi isso que resolvi assumir. Aquela conversa ficou na cabeça e por isso vou a campo sempre para fazer o melhor. Tem a mão de Deus nisso tudo".
A tranquilidade fora de campo contrasta com o sentimento de quem quer vencer sempre dentro dele. Vitor ficou marcado por ser decisivo na disputa de pênaltis contra o rival Maringá, tanto na final de 2014 quanto nas quartas de final deste ano. Brilhou também nas duas partidas contra o Confiança, que garantiram o clube na Série B. "Eu gosto de jogos decisivos, com casa cheia. Quando eu visto a camisa do Londrina, eu me transformo, principalmente nos momentos de decisão, que é quando você pode marcar seu nome na história e conquistar títulos, que é o mais importante para o clube", ressaltou.
Com contrato até maio do ano que vem, Vitor não cogita deixar o clube. "O pensamento é ficar até porque agora é a hora do ‘filé, depois de roer o osso’. Deixar todo o trabalho que venho realizando aqui só com uma proposta irrecusável para mim e também para o Londrina".

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