Agência Estado
De São Paulo
A medalha de ouro, por equipe, e a de bronze, individual, conquistadas nos Jogos Pan-Americanos de Winnipeg, no mês passado, garantiram ao cavaleiro Vítor Alves Teixeira convites para disputar provas importantes de saltos, como o concurso de hipismo de Monterrey, no México, em outubro. ‘‘Esse é um dos melhores concursos do mundo’’, acentuou Vítor, que, no entanto, não tem participação assegurada na Olimpíada de Sydney, no ano que vem, embora seja este o seu principal objetivo. ‘‘Vamos lutar para isso, para o Brasil formar a melhor equipe possível em Sydney e termos condições de estar nela.’’
A Confederação Brasileira de Hipismo (CBH) ainda não divulgou o critério de seleção dos conjuntos para a Olimpíada, mas os cavaleiros supõem o óbvio, que os conjuntos serão observados em concursos no Brasil e os melhores seguirão para uma preparação de dois ou três meses na Europa.
Vítor, de 41 anos, o cavaleiro mais experiente do Brasil nos Jogos Pan-Americanos, calcula que serão necessários cerca de US$ 30 mil para uma preparação de três meses, na Europa, visando à Olimpíada de Sydney. Vítor observa que alguns cavaleiros – inclui-se na lista – não terão recursos próprios para bancar tal treinamento. ‘‘Não sei como, mas sei que vamos precisar de algum tipo de ajuda’’, afirmou.
O cavaleiro entende que a CBH deverá apresentar o seu projeto de preparação dos cavaleiros ao Comitê Olímpico Brasileiro (COB), que também poderá buscar ajuda no Instituto Nacional de Desenvolvimento do Desporto (Indesp).

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