Vítimas de desastre serão homenageadas
Sepang, Malásia - Segunda etapa do Mundial de F-1, o GP da Malásia deste domingo terá o clima menos festivo desde que o país passou a fazer parte do calendário da categoria, em 1999.
A proximidade do circuito de Sepang com o aeroporto de Kuala Lumpur tornam impossível que as 239 pessoas a bordo do vôo MH370, que ia da capital malaia para Pequim no dia 8 quando desapareceu, possivelmente quando sobrevoava o oceano Índico, não sejam lembradas.
A chegada da F-1 ao país, inclusive, fez com que mais de 30 parentes de pessoas que estavam a bordo do avião da Malaysia Airlines tivessem de ser retirados dos hotéis nos quais estavam hospedados para dar lugar aos visitantes envolvidos com a corrida.
A maioria era de membros da Ferrari. Apesar de o GP deste final de semana não ter sido cancelado por conta da tragédia, um show da cantora Christina Aguilera, que aconteceria na Torre Petronas, um dos principais pontos turísticos de Kuala Lumpur, foi suspenso como sinal de respeito.
Além disso, a organização da prova considera abrir mão de um show aéreo que estava previsto para domingo, momentos antes da largada.
Nos monitores do aeroporto de Kuala Lumpur, nas emissoras de TVs e nos jornais, mensagens de apoio a parentes e amigos dos passageiros do MH370 são constantes.
Alguns pilotos, que participaram ontem à noite (horário de Brasília) dos primeiros treinos livres em Sepang, já anunciaram que irão prestar homenagens às vítimas.
É o caso da dupla da Mercedes, Nico Rosberg e Lewis Hamilton, que terão os dizeres "#tributetomh370" (tributo ao MH370, em português) estampados em seus carros - a equipe é patrocinada pela empresa local Petronas.
A Caterham, que é bancada por dinheiro de empresas malaias, também deverá prestar alguma homenagem. "Todas as minhas preces e sentimentos vão para os parentes e amigos dos passageiros do vôo MH370", escreveu no Twitter Hamilton, que não completou o GP da Austrália, abertura do Mundial de F-1, há duas semanas - seu parceiro de time, Rosberg, venceu a prova em Melbourne. (Tatiana Cunha/Folhapress)





