Curitiba - Alvo de investigações da Procuradoria de Defesa do Consumidor, o Estádio Couto Pereira foi o primeiro da capital a passar por vistoria para averiguar condições de segurança e capacidade de público. Uma equipe composta por representantes da Comissão de Segurança em Edificações e Imóveis da Prefeitura (Cosedi), do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Paraná (Crea-PR) e do Corpo de Bombeiros, avaliou a estrutura do estádio e o cumprimento às normas de prevenção contra incêndios e outras situações de emergência.
A vistoria faz parte das investigações do Ministério Público do Paraná, que aguarda o laudo técnico para aferir a capacidade oficial de público e comprovar ou não a denúncia de superlotação na partida entre Coritiba e Marília. Jogo que teve 38.689 pagantes, 54 a menos do que a capacidade divulgada pela direção do clube, que discorda do laudo do Corpo de Bombeiros que libera a presença de apenas 35.759 torcedores.
A vistoria atestará também os problemas estruturais apontados pelo Sindicato Nacional das Indústrias de Arquitetura e Engenharia Consultiva, que destaca a existência de infiltrações nas arquibancadas. O clube tem 30 dias para apresentar laudo de responsabilidade técnica sobre a obra e eventuais reparos que precisam ser feitos.
A Procuradoria solicitou que a Cosedi vistorie também a Arena e a Vila Capanema, para garantir que todos os clubes cumpram as normas de segurança previstas pela legislação. ''Essas providências não foram motivadas por reclamações ou denúncias trazidas ao conhecimento do Ministério Público, mas sim pela necessidade de instrução dos procedimentos investigatórios, visando prevenir eventuais riscos à integridade física dos torcedores que frequentam estádios em Curitiba'', explica o promotor João Henrique Vilela da Silveira, que solicitou as vistorias.
Dentro de campo, o clube continua negociando as renovações dos contratos vencidos, mas as conversas não têm evoluído à contento, especialmente em relação a Édson Bastos. O novo técnico também segue indefinido e os nomes de Valdir Espinosa e Adílson Batista circulam entre os candidatos, ao lado de Tite - Roberto Fernandes renovou com o Náutico e está descartado.
Indefinições que rondam também o futuro do Paraná, que tem novo vice-presidente de futebol: Durval Lara Ribeiro, o Vavá. A primeira meta do dirigente é renovar o contrato do goleiro Gabriel, um dos poucos atletas com vínculo encerrado no final do ano que deve permanecer. Com orçamento reduzido com a queda para a Série B, o presidente Aurival Correia adota a política dos pés-no-chão. ''Vamos atrás de jovens jogadores que queiram aparecer. Não traremos jogadores rodados''.
Mesma prática deve ser adotada pelo Atlético, que pode perder os colombianos Viáfara e Ferreira, além de Claiton, Michel e Antônio Carlos, que têm propostas de outras equipes. Um dos possíveis reforços é o lateral Sidny, que fez um ótimo Brasileiro pelo Náutico.

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