O Dérbi de ontem será lembrado pelo erro de Vitor Hugo, com colaboração de Fernando Prass. Mas não é o lance que melhor explica o atual Palmeiras. Talvez a jogada mais simbólica seja a dos 19 minutos do primeiro tempo, quando Bruno Henrique avançou pelo meio e um corredor alviverde se abriu para ele chutar na trave. Ou os diversos contra-ataques puxados pelo Corinthians no segundo tempo, com o Verdão extremamente mal posicionado nos escanteios.
Após um mês de trabalho de Oswaldo de Oliveira e 19 novos jogadores contratados, o Palmeiras não tem um time. Faltam não só os principais jogadores, como entrosamento e um estilo de jogo definido. O rival de ontem, mesmo com alguns reservas, mostrou o oposto, mesmo com um a menos.
Depois de um primeiro tempo muito ruim, sem criatividade e com diversos erros de passes, o Verdão voltou melhor para o segundo tempo. Oswaldo fez a substituição óbvia (aliás, errou ao não começar o jogo assim), sacou Maicon Leite, e Dudu, embora tenha cometido alguns vacilos, melhorou o time.
Ainda assim faltou inteligência para abrir o jogo e atacar pelas pontas ao invés de tentar furar o bloqueio alvinegro pelo meio. Faltou também sorte e pontaria nas poucas chances de gol criadas. Faltou Arouca para levar a bola com mais qualidade da defesa para o ataque, Cleiton Xavier para achar espaços em meio à retranca rival e Valdivia para chamar o jogo na hora H. A equipe de ontem certamente não será a do próximo clássico.
Até por isso o palmeirense pode ter esperança. E deve ter paciência. Perder duas seguidas em casa e tropeçar no primeiro clássico no novo estádio é ruim, claro, péssimo! Mas pior ainda será tirar a tranquilidade de Oswaldo e seus jogadores. Falta um time ao Verdão. Mas ainda restam 12 jogos para montá-lo.

mockup