OSão Paulo careceu de criatividade ontem. Recuperado de dores no joelho esquerdo, Ganso foi bem marcado. E nos espaços que encontrou para jogar, não criou nenhuma jogada.
Ojogo do Tricolor se definiu pela armação dos seus dois volantes, principalmente Maicon. O camisa 18 tinha mais liberdade para sair jogando. Por vezes, Ganso ficou ao lado de Luis Fabiano, à frente da área. O fato fez com que Muricy Ramalho reclamasse várias vezes. O seu auxiliar, Tata, foi quem ouviu as seguidas críticas do treinador.
O comandante sentava, reclamava para quem estava no banco de reservas, se levantava e voltava a berrar na beira da área técnica.
A lacuna de criatividade também recaiu sobre o setor defensivo. Já criticada por erros na goleada (à favor) de 6 a 3 diante do Rio Claro, ela voltou a falhar. Primeiro, ao não acompanhar Valdivia no lance do gol. Depois, no pênalti convertido pelo atacante Alan Kardec.
Em todos os setores, o São Paulo não mostrou o futebol das últimas partidas. Um time com pouca mobilidade,
sem ímpeto para chegar ao gol - Prass foi praticamente um espectador - e desorganizado.
Das arquibancadas, os torcedores tricolores - em minoria no estádio - cobravam mais finalizações.
Na primeira grande prova do ano, o São Paulo fracassou.Motivo de hecatombe? Não. Mas é necessário ligar o sinal de alerta do time.

Imagem ilustrativa da imagem VISÃO DO TRICOLOR
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