Pato não precisava competir mais, como havia dito Tite na última sexta-feira. Precisava jogar mais. Era pela ausência de bola que o cobravam pela aparente falta de raça. Raça que nunca foi sua característica na carreira.
O camisa 7 tem inteligência para desequilibrar. Quando Cássio pegou a bola, correu para um lado e depois foi para outro, confundindo o marcador e pedindo o lançamento na velocidade. A bola chegou e, com habilidade, driblou o zagueiro e sofreu o pênalti que converteu.
Depois das cobranças do treinador, o craque não deu carrinhos, não meteu a mão na cara do rival, não cuspiu no gramado. Mas teve boa movimentação, acertou trocas de passes, tabelas, tentou muito mais do que vinha acontecendo antes. Foi vontade de jogar o que sabe.
Sem comparar o peso e a genialidade, Ronaldo também não era jogador que voltava até a lateral, que dava carrinhos no meio de campo, mas desequilibrava com sua genialidade. E é isso que Pato tem de fazer.
Aos 32 minutos do segundo tempo, quando ele saiu para a entrada de Douglas, a torcida o aplaudiu. Não que tenha sido uma atuação excelente, mas foi um pouco daquilo que todos esperam que ele faça.
Guerrero está com a seleção do Peru, não jogou ontem e também não estará no duelo diante do Fluminense, na próxima quarta-feira. O peruano não repetia o futebol do Mundial/início do Paulista, mas é importante taticamente (Tite gosta de pivô) e vinha jogando mais do que Pato, que agora pode aproveitar e, enfim, colocá-lo no banco.

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