VISÃO DO TIMÃO FELIPE BOLGUESE
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 06 de maio de 2013
O Corinthians jogou 135 minutos sem ser Corinthians. Contra o Boca Juniors e no primeiro tempo contra o São Paulo, não tentou ou não conseguiu ser um time de decisão. Quem viu os jogos, até pensou que talvez pudesse ser uma tática deixar o adversário tocar, jogar, chegar. Uma hora o contra ataque ia definir, como aconteceu muito em 2012. Quem dera...
No segundo tempo, foram minutos de futebol sóbrio. Deu tempo de segurar o rival, tocar a bola e chegar. Uma só vez. Guerrero puxou contra-ataque e lançou Sheik, que parou nas mãos de Ceni. Muito pouco para o campeão do mundo. Pouco até para Guerrero, que era o mais procurado por laterais e meias para prender a bola na frente. Depois que Tite o tirou, o Corinthians voltou a ser aquele .não Corinthians.. Pato mal conseguiu tocar na bola e, quando o fez, errou os passes.
Precisou brilhar a estrela de Cássio para salvar a de Tite, que mexeu mal nos dois últimos jogos. O Gigante já entrou para a história ao evitar o gol de Diego Souza, nas quartas de final da Libertadores do ano passado, e no Mundial de Clubes contra o Chelsea, ao defender bolas incríveis. Foram as mãos de Cássio que compensaram os pés que não têm resolvido nos jogos importantes.
O campeão da Libertadores e do mundo passou perto de ter o primeiro revés na .fase mágica.. Precisará jogar mais bola contra o Boca, que virá ao Pacaembu com toda catimba no dia 15 para eliminar o Timão nas oitavas.
No Paulistão, o Corinthians é favorito, mesmo decidindo na Vila. O Santos chegou à final aos trancos e barrancos. Bem diferente de um time que vem de títulos e de triunfo sobre um rival.




