VISÃO DO PEIXE
Uma afronta ao .DNA ofensivo.
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 04 de novembro de 2013
BRUNO CASSUCCI<br>[email protected] 
Para quem se orgulha de ter "DNA ofensivo", jogar como o Santos fez contra o Cruzeiro é uma afronta a sua história.
Contra o líder do Brasileirão, Claudinei armou o Peixe com a clara intenção de primeiro se defender e só depois pensar em arrumar algo na frente. Sem a bola, a ordem era para meias recuarem, atacantes pegarem os laterais e o time esperar os mineiros no campo de defesa. Ao invés de aproveitar o fator casa para tentar pressionar e marcar a Raposa em cima, a aposta foi no contra-ataque. Na Vila Belmiro.
É claro que não se pode cobrar muita ousadia contra o melhor time e ataque do campeonato, mas a covardia santista é alarmante. Ainda mais pela situação em que se encontra, sem correr risco de rebaixamento, com um técnico já fadado a sair no fim do ano... Por que tanto pragmatismo e conservadorismo?
Contra a bem postada defesa cruzeirense, o Santos teve dificuldades para trocar passes e reter a bola no campo de ataque. Claudinei desistiu de jogar com um homem de área, sacou Willian José no intervalo, e acabou com qualquer possibilidade de jogada aérea. Victor Andrade entrou apagado, diferentemente de Geuvânio, que até outro dia não era usado nem em treino. Se o elenco santista é fraco, a troca de um volante por outro feita pelo técnico alvinegro é ainda pior... Claudinei não é o mais culpado. Mas também tem sua parcela.


