VISÃO DO PEIXE
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 24 de novembro de 2014
RUSSEL DIAS<br>russellopes@ lancenet.com. br 
O Santos começou a jogar a partir do segundo tempo, quando Enderson tirou Souza e Gabriel para colocar Geuvânio e Thiago.
Apartir daí, o Peixe abandonou o esquema conservador com três volantes, pouco usado no ano e muito menos eficaz, para voltar ao habitual 4-2-3-1, com dois homens pelo lado do ataque, justamente os que entraram no intervalo.
Na prática, a mudança no Alvinegro foi mostrada com quatro chutes a gol com menos de 15 minutos da segunda etapa.
Depois de levar o gol do São Paulo, o Peixe continuou para frente. Geuvânio deu dois chutes - um na trave -, um de Caju e um belíssimo lance de Lucas Lima, que fez fila, mas foi parado por Ceni.
O interessante do novo time testado por Enderson, foi o posicionamento de Robinho, que acabou centralizado, dentro da área, mas com uma função bem diferente da que é cumprida por Leandro Damião ou Gabriel. Com o camisa 7, o Santos não tem grande poder de finalização, mas compensa na hora de abrir espaços na defesa, o que facilitou para Lucas Lima chegar na área.
No entanto, a formação só durou 24 minutos, já que o técnico colocou Damião na vaga de Robinho.
Independentemente de quem seja o presidente, o técnico ou qualquer que seja o esquema tático do Santos no ano que vem, Geuvânio mostra sua importância para o time e dá outra cara ao Peixe.
Ao torcedor, resta não se abater com a sequência de derrotas, pois nas próximas duas rodadas Enderson sinaliza que vai continuar experimentando formações. Mesmo que com poucas alterações. Todo e qualquer teste que será feito neste ano pode servir de base para o Alvinegro, que tem opções, no Paulistão-15.
A Enderson é necessário, pelo menos, encerrar o jejum, que agora é de nove jogos sem vitórias. O que parece pouco agora, já que o time não briga por nada, pode ser relevante na hora de o próximo presidente decidir quem será o técnico. Isso, se a decis ão já não estiver tomada...


