Foi uma derrota com requintes de crueldade. Um resultado que não pode ser colocado na conta de Neymar, mas manteve o Corinthians como o maior carrasco de sua era no Santos. Como já tinha acontecido na final de 2009 e na semifinal da Libertadores do ano passado, o atacante deixou o campo como coadjuvante na festa do rival. E desta vez na sua casa.
Neymar fez de tudo para inverter a vantagem corintiana. Entrou pilhado, tentando mobilizar os companheiros. Xingou Bruno Peres de maneira áspera quando o lateral-direito não lhe passou a bola. Dividiu com força, chamou o jogo. Mas, como tem acontecido muito neste ano, não levou perigo. Pela primeira vez desde 2010, termina a final do Paulistão sem marcar um gol. E sem o tetra.
Desilusão que muito passa pelas escolhas do técnico Muricy Ramalho. No primeiro jogo, optou por Marcos Assunção no meio de campo e levou um vareio do rival. Ali, o Peixe começou a perder um campeonato tão importante.
Com seu craque sem o brilho de sempre, Muricy não encontrou alternativas. Ontem, jogou de igual para igual, mas faltou um algo a mais. O parceiro de Neymar ainda é um incógnita, após um semestre.
No fim, a pressão foi feita com o "costumeiro" jogo aéreo. Os atletas tiveram raça, mas ficou nisso.
Os futuros de Neymar e do Santos são incertos. Barcelona? Foi-se o título, ficam as dúvidas.

Como começou
Sem espaçosNo 4-4-2, time ficou ora com um quadrado no meio, ora com um losango. Aberto pela esquerda, Neymar fez pouco. Laterais ficaram contidos e Peixe não teve criatividade.
Imagem ilustrativa da imagem VISÃO DO PEIXE
Como terminou
PressãoNo fim, precisando da vitória, Muricy sacou Renê Júnior e colocou Patito. Arouca foi recuado e Santos partiu para o tudo ou nada. Desorganizado, só chegou no chutão.
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