O ano no futebol brasileiro foi do Botafogo. Dentro e fora de campo. Foram dois títulos expressivos e um futebol vistoso e empolgante apresentado durante toda a temporada. Resgatou ainda seu torcedor e teve um faturamento para deixar qualquer rival com inveja. Foram R$ 245 milhões só com os títulos de Libertadores, Brasileirão e participação na Copa do Brasil.

O resultado foi fruto de planejamento e estratégias que podem mudar a maneira de muitos times agir na hora de contratar. O departamento de Scout do clube tem sido preponderante na orientação e direcionamento nas aquisições e no formato de investimento. Muitos atletas chamaram a atenção por chegarem ao Botafogo sem o destaque que têm agora. À exceção de Luiz Henrique e Almada, todas as outras contratações foram “achados” de um departamento que segue uma filosofia única de aquisições.

E quando se diz que “a SAF do Botafogo deu certo” porque o dinheiro do investidor resolveu problema, não é totalmente correto. O modelo vingou porque se tornou híbrido na gestão campo/administração. Primeiro havia um projeto e um perfil claro; segundo, seguiu-se à risca a estratégia para um futuro de crescimento do clube. O que saiu de controle, e positivamente, foi o encaixe técnico na temporada, que resultou em títulos.

O tempo foi generoso com o Glorioso, que em duas temporadas seguidas reviveu tempos áureos de um dos mais tradicionais clubes do país. A história está sempre sendo escrita, mas o torcedor estava reticente em que não teria a oportunidade mais de comemorar como fora no passado. Se 2023 foi cruel, 2024 veio para alegrar em dobro.

E o tempo mudou. Agora, 2025 terá mais um protagonista na temporada do longo futebol. O Botafogo se junta a Flamengo e Palmeiras no bloco mais vitorioso desta década, mesmo ainda estando um pouco atrás. É o potencial virtual que leva olhares para o time de General Severiano, que fez o torcedor ressurgir e se considerar um “sujeito de sorte” e fazer a música de Belchior virar hino do time no final da temporada: “ano passado eu morri, mas esse ano eu não morro”.

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