VISÃO DE JOGO - Se eu fosse o Dorival
Já contra a Argentina, poderia lançar Wesley e Léo Ortiz como titulares absolutos. Esquecer, para sempre, Joelinton e João Pedro
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domingo, 23 de março de 2025
Já contra a Argentina, poderia lançar Wesley e Léo Ortiz como titulares absolutos. Esquecer, para sempre, Joelinton e João Pedro
Julio Oliveira 

Cada brasileiro, que acompanha e ama o futebol, tem sua opinião de time, tática e escalações. E não tem problema nenhum. É a nossa cultura. Cada torcedor é um comentarista de futebol. Preferências são normais. E gosto também. E quando se fala de seleção brasileira fica ainda mais evidente a necessidade de discordar, principalmente.
Atualmente, nem está tão difícil ser a favor ou ter escolhas diferentes dos atletas convocados. Está distante o tempo em que a “gritaria” por nomes dentro ou fora da lista geravam mais embates. Temos poucas unanimidades, nenhuma estrela de consenso e nomes em grande fase que ainda precisam de longevidade estrelar para sustentarem o status de craques absolutos.
Então, que seleção temos hoje? Qual perfil? Qual time titular? Qual a cara da seleção pentacampeã? Qualquer debate não chegará a consenso que dê equilíbrio a estas perguntas. E qual o caminho? Como resgatar nossa identidade e estilo? Como fazer o Brasil jogar de um jeito que o Brasil possa ser protagonista no futebol atual, mais competitivo e com menos brilho?
O peso de ser a seleção mais vencedora do planeta tira a possibilidade e tempo de um período de renovação, que precisa vencer e convencer sempre. Mas isso vai ser necessário acontecer em determinado momento, como fez a Alemanha e a Espanha, por exemplo. E Dorival Júnior poderia fazer história, sendo o técnico mais ousado numa fase preparatória para a Copa do Mundo.
O que é ousar? É arriscar sem ter medo do resultado, mas consciente de mudanças. De qualquer forma, Dorival Júnior está e estará pressionado, com a “sombra” Filipe Luís crescendo a cada jogo. Já contra a Argentina, poderia lançar Wesley e Léo Ortiz como titulares absolutos. Esquecer, para sempre, Joelinton e João Pedro. Dar a vez para a “molecada”, num 4-2-4: sendo dois volantes e o ataque/meio com Savinho, Rodrygo, Raphinha e Vini Jr. E ponto.
Só faz história quem arrisca. E se esse time não der certo, é unânime que não sentiremos falta de nenhum nome expressivo ou essencial. E essa é a seleção brasileira do futuro. E já pode ser na próxima Copa.


