VISÃO DE JOGO - Santos e Corinthians
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segunda-feira, 04 de março de 2013
MAURO BETING<br> [email protected] 

Transferiram o mando de campo (e o calor) da Vila Belmiro para o Morumbi. O clássico começou há 100 anos e segue empatado sem gols, sem futebol, sem vontade, e sem graça. As equipes atuaram na base do me engana que eu não gosto e quase nada fizeram.
Com a boa vontade que faltou aos dois gigantes, dá para citar três situações de gol do Santos, cinco do Corinthians, e um jogo para esquecer. Se o Timão tinha a Libertadores para pensar, o Peixe não tem desculpa contra o maior rival.
Santos e Corinthians atuaram num 4-4-2 bem brasileiro. Os dois volantes mais recuados, os dois armadores pelos lados um pouco mais abertos, e uma distância razoável da linha de quatro da intermediária para os homens da frente.
Duas equipes bem arrumadas taticamente com novos esquemas. Mas um jogo muito chato na primeira etapa muito amarrada. Com Assunção e Arouca centralizados e saindo pouco, com Montillo e Cícero abertos e sem muitas ideias, a pressão inicial santista não rendeu um lance de ataque em 45 minutos.
O Corinthians chegou melhor no contragolpe. Não a ponto de merecer melhor sorte, com Alexandre Pato e Guerrero à frente.
Na segunda etapa, Bruno Peres entrou para marcar melhor que Galhardo na lateral direita. Tite inverteu os lados de Renato Augusto e Danilo. A partida ficou um pouco mais aberta. Quando Tite voltou o Timão ao 4-2-3-1, com Emerson aberto pela esquerda, Renato de volta à direita, Douglas armando por dentro para Pato mais avançado e centralizado, um pouco mais de cuidado e o Corinthians apareceria mais vezes à frente de Rafael, com a zaga santista abusando da linha de impedimento para uma defesa não tão veloz.
O clássico de ontem à tarde no Morumbi não merece nada além do zero no placar e na nota. A não ser para o lateral Igor, que estreou muito bem com a camisa do Timão



