VISÃO DE JOGO - O Brasil da ginástica rítmica
Ser vencedor não é só ser campeão, mas poder estar sendo competitivo em altíssimo nível
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segunda-feira, 18 de agosto de 2025
Ser vencedor não é só ser campeão, mas poder estar sendo competitivo em altíssimo nível
Por Julio Oliveira 

Foi nos Jogos Pan-Americanos de 1999 que o Brasil começava uma trajetória de reconhecimento na ginástica rítmica. Em Winnipeg, o ouro no conjunto de dois arcos e três fitas dava ao país a primeira medalha de ouro nos jogos continentais.
O reconhecimento da crescente evolução técnica já era visível, mas faltava uma posição de destaque no pódio para corroborar o nosso talento. Neste período a Seleção Brasileira de GR treinava em Londrina, com atletas e técnica londrinenses.
A Unopar sediava o projeto do maior desenvolvimento do esporte no país e, por isso, abrigava a seleção. A técnica, Bárbara Laffranchi, deu um nível diferente à GR que ganhou mais atenção com os resultados.
O ouro em Winnipeg gerou também uma nova fase para a modalidade. Naquele conjunto estava Camila Ferezin, a atual comandante da Seleção Brasileira. A londrinense deixou de ser atleta, passou a ser auxiliar de Laffranchi e se tornou técnica da mesma seleção que a consagrou. As conquistas só aumentaram. A mais recente foi o ouro inédito numa etapa de Copa do Mundo, em Milão.
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O Mundial, que começa nesta quarta-feira no Rio de Janeiro, acontece pela primeira vez na América do Sul e pode consagrar definitivamente o conjunto brasileiro como um dos principais do mundo. Não é mais utopia concorrer diretamente com os europeus. A evolução já tem esse reconhecimento das mais tradicionais escolas da GR, que já enxergam o Brasil como integrante neste seleto grupo de vitoriosos, mas ainda é necessário um pódio em Mundial.
E lá estará uma londrinense, com uma vida toda dedicada ao esporte para fazer história, para celebrar e comemorar uma trajetória vencedora, porque ser vencedor não é só ser campeão, mas poder estar sendo competitivo em altíssimo nível. Será uma semana em que o Brasil vai respirar ginástica rítmica, e Londrina vai torcer por Camila.
Julio Oliveira é jornalista e locutor esportivo da TV Globo - A opinião do leitor não reflete, necessariamente, a da Folha de Londrina



