O LEC é um eterno sonho. É o desejo infinito de o ver só em momentos de glórias, que sabemos não é possível. Mas mesmo numa triste Série C, quando vence, voltamos a vislumbrar os tempos de vitórias significativas e imponentes por diversas competições. É o amor que esmorece, mas nunca acaba.

Passar pelo Retrô com goleada já dá vontade de pensar, novamente, em Série B. É assim que vivem os apaixonados, sempre vendo dias coloridos e mares calmos à frente. Não há tempestades para quem vislumbra olhares sempre otimistas. O futebol não tem sido convincente, e nem encantador, mas é o Londrina.

A metade da primeira fase já foi. E o sonho ficando mais próximo. E é isso que alimenta as almas otimistas nesse universo de encantos traiçoeiros, que é o futebol. Classificar-se para a segunda fase é quase colocar a mão na porta para a Série B, é sentir o coração acelerar com o sonho quase realizado, mas ainda sem a certeza de final feliz. E até a última rodada a aflição vai estar em cada jogada e em cada gol. Mas quem pensa em última rodada? Lembrar do ano passado, para quê? Mesmo com advertências pensamos já na classificação e depois no acesso, principalmente numa segunda-feira como essa, em que tudo é azul.

E quando o novo técnico tem 100% de aproveitamento? Então, nem é lembrado quem já foi embora e muito contribuiu. Na lei do sonho é proibido reverenciar o que passou e só desejar o objetivo maior. O Tubarão está no caminho, mas a rota ainda é traiçoeira. A cada semana um brilho diferente, e as últimas têm sido mais vistosas aos olhos da alma que palpita e celebra vitórias.

Sim, sonhar engana algumas atuações preocupantes que logo são dissipadas por goleadas ilusórias. Me deixe sonhar, Tubarão; afinal “Tu surgiste do seio de um povo que tem muita fé”.

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