VISÃO DA FIEL
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 17 de dezembro de 2012
FELIPE BOLGUESE<br>[email protected] 

A primeira foi em 1976, semifinal do Campeonato Brasileiro. A segunda, em 2000, final do até então inédito Mundial. Ambas no Rio de Janeiro, no Maracanã. Pertinho de casa.
A terceira invasão nasceu para a história. Foi do outro lado do mundo. Durou quase 15 dias, começando com mulher abandonada, emprego largado, dívidas... Durou quase 30 horas pra migrar o bando de loucos do Brasil. Outros, já longe de casa, reencontaram a "família", aquilo que os fez sentir vivos.
O Corinthians foi grande, gigante, enorme. Jogou em casa contra um europeu. Começou a chamar a atenção de muitos que nem sabiam o que era futebol. Por que tanta gente aqui? Gritando o quê? Esse tal de "Vai, Corinthians!" é por favor ou obrigado em português? Seriam os mais loucos do mundo? questionou a rede de TV americana CNN.
Se os fiéis não entram em campo e não podem ganhar jogo, eles deram aos jogadores a sensação de que o Corinthians era o clube mais forte, com a melhor torcida, e que tudo já tinha valido a pena. Não à toa, foram os primeiros lembrados por Tite.
O elenco deixou o Brasil com festa e só falavam nisso. O saguão do hotel lotou todos os dias e só falavam nisso. Houve frio, chuva por autógrafos e fotos, e todos só falavam nisso. Todos são comissão técnica, diretoria e jogadores. Esse Timão.
Foram cerca de 30 mil, só 0,1% do total, mas estes foram mesmo "os caras" do Mundial. Parabéns!
Você, corintiano, pode voltar para casa orgulhoso de que fez sua
parte. E certo de que isso fez uma grande diferença. No Paulistão, sei que você estará lá no Pacaembu, com chuva, sol, contra o São Paulo, Palmeiras, Santos, contra o XV de Piracicaba, Atlético Sorocaba... E não para, não para, não para...





