Como nos dois primeiros dois jogos no Maracanã houve problemas de segurança - sendo a invasão de chilenos o principal deles -, as autoridades do Rio e o Comitê Organizador Local resolveram mostrar serviço. Ainda que o jogo entre russos e belgas não tivesse o mesmo risco daqueles que envolveram argentinos e chilenos, foi montado um verdadeiro esquema de guerra dentro e fora do Maracanã para o jogo de ontem. Foi praticamente um treinamento para uma possível decisão Brasil x Argentina.
Moradores e torcedores pareciam estar em um regime de exceção. Muitos militares em ação e um controle minucioso de quem se aproximou do estádio. Chegar perto do palco da final da Copa? Só para quem tinha ingresso, credencial ou estava indo para casa.
O curioso é que esse rígido controle foi na contramão do que falaram as autoridades em coletiva dada sexta-feira. O discurso de que o Maracanã, como ponto turístico, não poderia ficar isolado por completo, virou fumaça. Prova de que o trabalho, se houvesse disposição, poderia ser igualmente bem feito nos jogos anteriores.
A operação de ontem contou, segundo o COL, com mais de 3 mil policiais. Só no entorno, foram adicionados mais 600 agentes para o controle de acesso. Grades foram colocadas ao redor do estádio, para evitar o contato direto de torcedores com muros e portões. Na entrada do Centro de Imprensa do Maracanã, caminho usado por mais de uma centena de chilenos na semana passada - 88 foram detidos -, mais barreiras físicas, vedação e uma linha de contenção de policiais já no interior do estádio.
No campo, mais stewards foram colocados. A diferença pôde ser notada no visual, já que a distância entre cada agente de segurança sentado no banquinho foi menor.
Apesar de sido um exagero diante do desânimo de russos e belgas, foi bom ver que as forças de segurança deram sinal de que podem garantir o controle da torcida quando necessário.

Imagem ilustrativa da imagem VIROU QUARTEL
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