São Paulo - Quando foi inscrita no início deste ano pelo Rexona/Ades para a disputa da Superliga Feminina de Vôlei, nem a própria Virna sabia se gostaria de voltar a atuar nas quadras - passou os últimos quatro anos no vôlei de praia. Mas, após algumas semanas de treinamento, a veterana jogadora de 37 anos até já estipula prazo para estar à disposição do técnico Bernardinho.
''Creio que terei condições de jogar o quarto turno'', declarou Virna, dona de duas medalhas de bronze olímpicas com a seleção brasileira, conquistadas nos Jogos de Atlanta (1996) e Sydney (2000). Ela, inclusive, admitiu que sente falta da vibração dentro da quadra. ''Minha vontade é estar ali dentro da quadra, jogando.''
Virna já começou a treinar com o grupo do Rexona, time do técnico Bernardinho. Agora, o principal objetivo é ganhar mais entrosamento com as companheiras. ''Quero passar mais tempo com elas para me entrosar'', contou a jogadora, que pode integrar a equipe já no dia 11 de fevereiro, quando acontece a estreia no quarto turno da Superliga, fora de casa, contra Cativa/Pomerode.
Apesar da felicidade pelo retorno, a jogadora já tem data certa para deixar novamente as quadras. ''Meu patrocinador me liberou por três meses para ficar na quadra, e a Shaylin também aceitou, mas depois, no restante da temporada, estarei novamente no vôlei de praia'', contou Virna, que pretende encerrar a carreira no fim deste ano.

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