Viótia magra na estréia da nova camisa
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quinta-feira, 07 de fevereiro de 2002
Agência Folha 
Riad, Arábia Saudita - Faltou acertar o chute. O técnico da seleção brasileira, Luiz Felipe Scolari, acertou em cheio ao falar qual foi o principal problema na vitória da equipe por 1 a 0 sobre a Arábia Saudita no amistoso de ontem, em Riad.
No jogo de estréia da camisa canarinho-verde, o Brasil criou várias chances, mas só um gol, em um lance de bola parada - uma cobrança de falta perfeita de Djalminha, único estrangeiro que jogou ontem no time nacional.
A partida contra a Arábia Saudita marcou o primeiro jogo além-mar de Scolari à frente da seleção e também a presença de Ricardo Teixeira, presidente da CBF, como manager da equipe.
Com Juninho e Edílson na equipe, especialmente, a seleção mostrou grande velocidade, conseguiu tramar boas jogadas no meio-campo, mas pecou em demasia na hora da conclusão.
Nas eliminatórias para a Copa, a seleção de Scolari finalizava 12,7 vezes em média por partida. Ontem, apenas no primeiro tempo do jogo, segundo o Datafolha, a seleção finalizou 15 vezes - acertou apenas cinco desses chutes.
A equipe registrou um acerto de 40% nas finalizações, o que explica o placar magro em Riad. Romário, atacante pedido por vários brasileiros na seleção, deu 20 chutes no Rio-São Paulo e fez cinco gols - marca uma vez a cada quatro finalizações.
Luizão não mostrou muita mobilidade, característica atual de Romário, e passou em branco no segundo amistoso da seleção neste ano - no jogo passado, contra a Bolívia, cinco dos seis gols do Brasil foram marcados por atletas que não integram o ataque.
Edílson, por sua vez, teve grande movimentação e ficou duas vezes frente a frente com Al Deayea, goleiro saudita de quase 40 anos. Nos dois lances, porém, chutou no meio do gol, sem muita força.


