Violência pode
se tornar exemplo
Na semana passada, a torcida do Fluminense invadiu o campo e ameaçou agredir jogadores e torcida adversária, na estréia do time na Terceira Divisão. Foi feio a ponto de acabar com a partida, mas não com a derrota. No sábado, foi a vez da torcida do Botafogo fazer o papelão no jogo em que perdeu para o Internacional por 3 a 2. Quando a invasão de campo aconteceu, a partida estava 3 a 1 para o Inter e deveria ter sido interrompida pelo árbitro ali mesmo. É um mau exemplo que os torcedores cariocas vêm dando ao Brasil - e não é de hoje.
Lembro da partida em que o Atlético venceu o Fluminense nas Laranjeiras, e que marcou o começo do fim da história do Flu na Primeira Divisão. Os torcedores cariocas invadiram o campo e quase mataram o goleiro Ricardo Pinto - foi parar no hospital com traumatismo craniano - só porque o atleticano teve a audácia de comemorar a vitória. Isso foi há três anos e até hoje não se conhece nenhuma punição a qualquer um dos agressores envolvidos na invasão de campo.
Lembro também que a diretoria do Botafogo fez um grande drama na final da Copa do Brasil deste ano, quando ameaçou se recusar a ir a Caxias do Sul enfrentar o Juventude, alegando que o Estádio Alfredo Jaconi não seria seguro. Nada aconteceu em Caxias, tudo foi normal, mas o que vimos no sábado, em Coronel Severiano, no estádio do Botafogo, em Niterói, foi degradante.
Violência, como se vê, não resolve nada. Só traz mais prejuízos para um clube cheio de problemas. O que se espera é que a CBF, que (mal) organiza os campeonatos brasileiros, puna exemplarmente o péssimo comportamento dos torcedores do Fluminense e do Botafogo. Triste é que nada mesmo vai acontecer. Se fosse com um time de longe do Rio de Janeiro, talvez punições graves acontecessem.
A punição, nesses casos, deveria atingir o clube, para que invasões nunca mais se repetissem. Os clubes deveriam perder pontos, serem suspensos ou, no mínimo, terem invertidos alguns mandos de jogos. Se nada acontecer, o torcedor se sentirá no direito de fazer isso de novo e de novo, a cada semana, sempre que quiser.
Seleção fraca
Desde o jogo no Maracanã, antes da Copa do Mundo da França - 1 a 0 para a Argentina -, que a Seleção Brasileira vem sendo completamente envolvida pela forte marcação e agilidade da Seleção Argentina. No sábado, em Buenos Aires, foi a mesma coisa. Na Copa América, esta mesma seleção já havia tomado um sufoco dos argentinos, que estavam com um time reserva. No sábado, com os titulares em campo - e ainda sem Batistuta - os argentinos passaram pelo time de Wanderley Luxemburgo como um rolo compressor. Poderiam ter aplicado uma goleada. Vamos ver se amanhã, em Porto Alegre, a Seleção Brasileira estará um pouco mais inspirada e combativa para fugir do esquema argentino.
Clássico
No primeiro clássico paranaense deste Brasileirão, Paraná Clube e Coritiba empataram. O resultado foi melhor para o Tricolor, que continua sendo o time paranaense com maior aproveitamento.

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